abc+

INVESTIGAÇÃO

Crime na coleta de lixo: Quem são os 5 empresários da mesma família investigados por fraude em licitações de 15 prefeituras do RS

Operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (25) e cumpriu mandados de busca e apreensão

Publicado em: 25/06/2026 às 12h:54 Última atualização: 25/06/2026 às 12h:54
Publicidade

O grupo criminoso investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) é composto por cinco membros da mesma família. Eles são suspeitos de fraudar licitações e contratos públicos envolvendo o setor de coleta e destinação de lixo em 15 prefeituras, dentre elas cidades da região.

Publicidade

Deflagrada na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Reciclagem cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nas sedes das seis empresas ligadas aos investigados, além das residências dos envolvidos.

MPRS investiga fraude em contratos da coleta de lixo  | abc+



MPRS investiga fraude em contratos da coleta de lixo

Foto: MPRS/Divulgação

O princial alvo foi o empresário Fleudes Tadeu da Rocha, o Koka. Ele é proprietário da Komac Rental Locadora e da Balneário Albatroz, empresas do ramo de locações de máquinas sediadas no litoral norte.

A eposa dele, Rochele dos Santos Duarte, assina como responsável pela Duarte Locações, uma locadora de equipamentos.

As filhas de Koka, Fernanda Mendes Rocha e Maroa Mendes, também são proprietárias de empresas, respectivamente a Cooperbonje, focada no recolhimento de resíduos urbanos e a Lummertz Transportes, que trabalha com logística e coleta de lixo.

Publicidade

Já a Urban Serviços, também alvo do MPRS, é controlada por Marcos da Rocha Lopes, genro de Koka e marido de Fernanda. A empresa atua na coleta de lixo.

Eles são investigados pela prática dos crimes de organização criminosa, fraude ao caráter competitivo de licitações, fraude em contratos administrativos, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Para impedir que as atividades ilícitas continuassem, foram impostas medidas cautelares, segundo o MP. Dentre elas, a proibição de participação em licitações e de contratação com o poder público e restrições de deslocamento.

Publicidade

O espaço está aberto para o contraponto dos investigados e para o posicionamento das empresas.

Como o grupo criminoso atuava

Além dos familiares, o grupo era composto por outras quatro pessoas. Eles usavam empresas interligadas para simular a concorrência em certames e garantir a contratação com o poder público, segundo a investigação.

Publicidade

Também são suspeitos de fraudar a execução dos contratos para ampliar os valores recebidos de maneira indevida. Conforme o MP, eles faziam pesagens duplas e registravam serviços que não foram feitos nas cobranças para receber a mais.

Os investigados também faziam o dinheiro circular de maneira ilícita, disfarçando os pagamentos indevidos e possíveis vantagens a agente público.

Ainda não há informações quanto aos valores. Mais detalhes continuam a ser apurados pelo MP. 

Publicidade

Estão sendo investigados contratos e licitações feitos pela empresa em prefeituras das seguintes cidades: Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres, Rolante, Terra de Areia, Bom Jesus, Nova Santa Rita, Caraá, São Leopoldo, Três Forquilhas, Bom Princípio, Novo Hamburgo, Silveira Martins, Nova Hartz e Xangri-Lá.

Publicidade