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H5N1

GRIPE AVIÁRIA: 17 mil aves morreram em granja da região; origem do vírus ainda é desconhecida

Medidas emergenciais foram detalhadas pela Secretaria da Agricultura do Estado nesta sexta-feira (16)

Dário Gonçalves
Publicado em: 16/05/2025 às 14h:36 Última atualização: 16/05/2025 às 15h:50
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Em coletiva de imprensa no final da manhã desta sexta-feira (16), na sede da Secretaria de Agricultura do Estado, em Porto Alegre, autoridades detalharam as medidas emergenciais adotadas após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária (H5N1) em uma granja comercial no Brasil, localizada em Montenegro, no Vale do Caí. A origem do vírus, ainda desconhecida, está sendo alvo de investigação.

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Coletiva sobre foco da gripe aviária em granja de Montenegro | abc+



Coletiva sobre foco da gripe aviária em granja de Montenegro

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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“Estamos avaliando todas as possíveis vias de entrada: aves silvestres, movimentação de pessoas, calçados, equipamentos, água ou insumos. Ainda não temos uma definição, mas todos os fatores estão sendo minuciosamente investigados”, afirmou Ananda Kowalski, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa), da Secretaria da Agricultura do RS (Seapi).

MAIS SOBRE O CASO:

O foco está em uma granja com duas estruturas aviárias, que abrigavam 17 mil galinhas matrizes destinadas à produção de ovos férteis. Segundo Kowalski, 100% das aves de um aviário morreram, e no outro, a taxa de mortalidade chegou a 80%. As aves restantes foram abatidas de forma sanitária. “Estamos adotando os protocolos adequados para a destinação das carcaças e para a limpeza completa dos ambientes”, explicou.

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Todos os ovos férteis produzidos na granja, mesmo antes da detecção do vírus, estão sendo rastreados para posterior destruição. “Não são ovos de consumo, mas sim ovos férteis. O trânsito desses materiais está bloqueado”, disse Taís Oltramari Barnasque, coordenadora do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Nos preparamos para esse tipo de enfrentamento. Neste momento, todas as ações seguem o protocolo nacional”, completou.

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Zona de contenção e impacto regional

A região em torno da granja está sob bloqueio sanitário. Um raio de 10 quilômetros foi delimitado, com barreiras funcionando 24 horas para controlar o trânsito de veículos.

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“Carros de passeio têm acesso restrito apenas nas áreas mais próximas da propriedade. Já veículos maiores, como os que transportam leite ou animais, precisarão buscar rotas alternativas”, informou o fiscal agropecuário Francisco Nunes Lopes.

Dentro da zona de contenção, há pelo menos uma outra granja, que está sendo monitorada.

A duração do bloqueio é indefinida, mas pode durar um mês. “Não temos prazo final, pois depende da estabilização do foco. Mas acreditamos que em até 30 dias a situação esteja sob controle”, disse José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

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Situação no zoológico

O surto também atingiu aves aquáticas no Zoológico de Sapucaia do Sul, embora o caso seja considerado distinto do foco comercial. De acordo com representantes da instituição, mais de 90 aves, entre cisnes, marrecos, gansos, morreram e o número vem sendo atualizado.

“As aves afetadas estão restritas aos seus habitats, e os indivíduos remanescentes, cerca de 400, já foram isolados”, informou a secretaria do zoológico. Diferentemente das ações em granjas, não há abate no local, apenas recolhimento e destinação adequada das carcaças, para evitar novas contaminações.

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