O foco de gripe aviária confirmado nesta sexta-feira (16) em uma granja de Montenegro acende o alerta para os impactos econômicos que a doença pode causar no município. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural, o setor da avicultura teve papel expressivo na economia local ao longo de 2024, quando cerca de 1,9 milhão de aves foram produzidas, gerando uma movimentação de aproximadamente R$ 65 milhões.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O secretário Vlademir Ramos Gonzaga explica que Montenegro conta hoje com 28 aviários de grande porte e três grandes produtores de ovos.
Ainda segundo ele, a confirmação do foco da gripe aviária levanta incertezas sobre a continuidade das atividades. “É um impacto que a gente ainda não tem como avaliar, mas que vai ficar suspenso por um período, até que se mantenha e se garanta que estamos livres dessa gripe”, comenta.
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Além dos aviários comerciais, o raio de 10 quilômetros estabelecidos para monitoramento inclui também criadores domésticos, o que aumenta a complexidade do controle da doença. A gravidade do caso se deve não apenas aos riscos sanitários, mas pela interrupção de uma cadeia produtiva que gera empregos diretos e indiretos, fomenta o setor agrícola e é base econômica para diversas famílias da zona rural de Montenegro.
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“Montenegro é o maior exportador de carne de frango do Brasil, por isso precisamos que o governo do Estado agilize todas as medidas para que possamos passar por essa crise”, coloca o prefeito em exercício, Cristiano Braatz.