A pequena Manuela Cordova Vendruscolo tem apenas 8 anos, mas já carrega a sabedoria sobre a importância de auxiliar o próximo. Apesar da pouca idade, são inúmeras as ações de solidariedade realizadas pela menina.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
E pode-se dizer que tudo isso começou mesmo antes dela nascer. Desde a barriga da mãe, a assistente social Marinei Cordova, de 44 anos, a Manu participa de atos beneficentes, na companhia também do pai, o professor Everton Vendruscolo, de 43 anos.
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Natural de Cruz Alta, a família sempre buscou ajudar a quem precisa. Na cidade natal, Marinei e Everton atuavam em um clube de futebol. Eles ficavam responsáveis pelos lanches semanais de 95 crianças, além de organizar campanhas de arrecadação de brinquedos em datas festivas.
Participação
Quando decidiram se mudar para a Serra gaúcha, há seis anos, logo procuraram maneiras de continuar contribuindo em atos solidários.
Foi então que começaram a participar do Orbis Clube Gramado. Inicialmente, eram voluntários em iniciativas esporádicas, mas, desde outubro deste ano, tornaram-se membros efetivos do clube de serviço.
“A Manu amou desde a primeira vez que participou. Agora, ela está sempre nos acompanhando”, conta Marinei.
O compromisso atual é com a venda de lanches e bebidas durante as apresentações do Nativitaten, no Serra Park, que integra a programação do Natal Luz. Os cerca de 40 membros do clube se dividem em dois grupos para atender a demanda de mais de 3 mil pessoas que circulam pelo local em dias de shows. O valor arrecadado é revertido para projetos sociais e compra de itens essenciais para pessoas em situação de vulnerabilidade.
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E as noites são longas, só que Manu tem energia de sobra. “Eu fico ajudando a entregar as bebidas. Eu gosto muito. É muito bom estar ajudando”, destaca a menina. “Ela sempre nos surpreende, porque é espontânea e adora atender as pessoas, conversar com todo mundo”, complementa Marinei.
Doações constantes

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
A empatia por quem mais precisa acontece, ainda, dentro de casa. São constantes as doações de roupas e brinquedos. “Eu sinto que eu estou fazendo a coisa certa e que eu não preciso vender, que eu posso doar, porque doar é bonito e ajuda muitas famílias, crianças e pessoas”, frisa Manu.
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“É gratificante quando ela tem essas atitudes. Ficamos emocionados e é um orgulho saber que estamos colocando ela no caminho certo. Não é fácil educar um filho, mas estamos sempre incentivando que ela ajude o próximo”, atesta Everton.
Doação de cabelo por iniciativa própria
Em novembro, Manu tomou uma decisão que surpreendeu até mesmo a família. “Meu cabelo estava bem grande e eu queria cortar. Uma amiga deu a ideia de eu cortar e doar e eu gostei”, recorda Manu, que até então nunca tinha cortado o cabelo.
A mãe relata que a iniciativa foi da própria menina. “A gente ia só cortar as pontas, mas ela decidiu que iria cortar mais curtinho para doar. Ela me disse: ‘mãe, meu cabelo vai crescer de novo e eu vou poder ajudar alguém’”, acentua Marinei.
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O cabelo foi destinado para o Instituto do Câncer Infantil, em Porto Alegre. “Eu me senti muito bonita, mas o que eu mais gostei mesmo é que eu consegui ajudar alguém que precisa”, assegura Manu. “E esse sentimento é muito natural dela”, diz Marinei, citando quando a pequena decidiu gravar um vídeo para as redes sociais para poder incentivar a vacinação entre as crianças.
Para 2026, Manu está empenhada em uma nova missão. Ela quer criar um núcleo infantil dentro do Orbis para mobilizar a participação de mais crianças na entidade. E ela deseja ser a futura presidente.
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E por falar em futuro, até pensando nele, ela não vai querer parar de ajudar as pessoas. “Eu gostaria de ser professora de balé para crianças que não têm condições de pagar. Já pensei em ser policial, professora de canto e até médica. Mas eu mudo toda hora”, brinca a pequena.
Os desejos para 2026

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Com a chegada de um novo ano, a família deseja mais empatia e amor ao mundo. “Eu queria que pessoas carentes conseguissem mais dinheiro, um lar para quem mora na rua. Eu queria que todo mundo fosse rico, milionário”, ansia Manu.
“O amor transforma. Que as pessoas tenham mais consciência e mais os sentimentos de gratidão e de caridade”, reforça Marinei.
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Para Everton, o pedido é por mais inclusão e menos exclusão. “Que a empatia e a inclusão façam parte do dia a dia das pessoas. Esse sentimento de querer o bem do próximo é o que falta no ser humano. A gente visa mais a parte econômica do que a parte emocional e só se depara com a parte emocional quando a gente está passando por problemas”, pondera.
“Trabalhar para o bem da comunidade”

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
O atual presidente do Orbis Gramado é Rodinei Cordova, tio e padrinho de Manu. Ele está no clube há nove anos e é a segunda vez como presidente. Além do Natal Luz, o Orbis atua na venda de lanches e bebidas em todos os eventos promovidos pela Secretaria da Cultura de Gramado.
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Os recursos são sempre destinados, por meio de votação de todos os membros. Os voluntários também pagam uma mensalidade, que auxilia nas ações e na aquisição de equipamentos para que o trabalho possa ser realizado, como, por exemplo, trailers e fogões.
“O que me motiva é essa parceria e amizade que cultivamos aqui. Trabalhar para o bem da comunidade. Temos pessoas que ajudaram a fundar o clube e a renovação, com a Manu. Me sinto muito bem em estar aqui e ajudar ao próximo”, descreve Rodinei.
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