O Palácio dos Festivais vai voltar a ter exibições recorrentes de filmes comerciais. Com o cinema fechado desde 2020, a expectativa é que a operação seja retomada a partir de 2026. Para que isso ocorra, o espaço passará por uma reforma, que deve começar nas próximas semanas.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
A empresa proprietária de um dos pontos mais conhecidos da região é a Cine Embaixador, uma S.A., ou seja, uma sociedade anônima, onde o capital social é dividido em ações e a responsabilidade de cada sócio é limitada ao montante de suas ações.
Após o cinema encerrar as atividades, na época da pandemia, a Prefeitura de Gramado iniciou, em 2022, a compra dessas ações. Na época, o objetivo era ser acionista majoritária – com mais de 50% – para poder tomar as decisões. Atualmente, 38,6% das ações ordinárias da empresa pertencem ao Executivo.
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Com esse percentual, o poder público municipal já tem o maior capital votante, e não será necessário adquirir mais ações. Há alguns anos, a prefeitura também tinha o intuito de transformar o Cine em uma empresa de economia mista, mas a ideia não evoluiu.
Hoje, a tomada de decisões ocorre através de um conselho, formado por cinco representantes da administração municipal e outros três acionistas privados. O presidente é o secretário de Turismo da cidade, Ricardo Bertolucci Reginato, que está no cargo há cerca de dois meses.
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Honrando a história

Foto: Divulgação
As reformas no Palácio dos Festivais serão o primeiro ato da nova gestão. Segundo Ricardo, as melhorias serão executadas antes da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que iniciará no dia 13 de agosto deste ano. Revisão das poltronas, ajustes na estrutura do parapeito do mezanino e consertos no telhado serão executados neste primeiro momento.
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O presidente reforça que outras intervenções devem ser realizadas com o tempo para deixar o cinema mais funcional, mas que a estrutura em si está conservada. “O grande objetivo da prefeitura, e o conselho é favorável a isto, é que o Palácio dos Festivais volte a ser um cinema, honrando a memória do Festival de Cinema”, declara Ricardo.
Outro ponto levantado é a busca por distribuidoras de filmes. O grande desafio é a rentabilidade da operação, pois há exigências de percentual de bilheteria e obrigações que tornam a operação mais cara. Uma das fontes de receita do Cine é a locação dos espaços no térreo.
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“Mas o nosso intuito não é ter lucro, é fazer com que esse espaço volte a funcionar. Gramado é a Capital Nacional do Cinema e queremos ter um cinema comercial e bacana operando aqui”, acentua Ricardo, reforçando que um plano de negócios será criado para o Palácio dos Festivais, para que o local também possa receber outros eventos – como voltados à cultura.
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