O inverno começa oficialmente no dia 21 de junho e o mês conta com a força do fenômeno El Niño, que está em estágios iniciais. E como fica então o clima no Rio Grande do Sul?
A meteorologista da MetSul Estael Sias explica que o mês seis do ano é historicamente marcado por alguns dias de frio muito intenso, geada e às vezes até neve. No entanto, não deve ser bem assim em 2026.

Foto: Arquivo Pessoal
“A probabilidade de ser um junho de frio rigoroso com altíssimo número de mínimas negativas, como ocorreu por exemplo em 2016, em nosso entendimento é muito baixa. No Rio Grande do Sul, o indicativo é de marcas perto da média com chance de desvios negativos em alguns pontos”, diz.
A expectativa é termos um mês com temperaturas mais elevadas do que as vivenciadas no mês de maio.
CLIQUE E LEIA TAMBÉM: Imposto de Renda: Mais de 3 milhões de declarações são entregues no RS; quem perdeu prazo pode pagar multa
Padrões
No Estado, pelos padrões históricos, junho costuma ser um mês chuvoso enquanto no Centro do Brasil se instala a estação seca, o que favorece o aporte de umidade em direção às latitudes médias como do Centro da Argentina, Uruguai e o estado gaúcho.
No caso de Porto Alegre, junho tem uma temperatura mínima média histórica de 11,3ºC, 0,9ºC acima da de julho que é menor entre os meses do ano. Já a temperatura máxima média é de 20,3ºC, 0,6ºC superior à de julho que é a mais baixa entre os meses do ano.
Chuvas
De acordo com a MetSul Meteorologia, junho é também, historicamente, o mês em que há maior ocorrências chuva volumosa e temporais.
“Na maioria das regiões gaúchas espera-se um mês sem grandes excessos de precipitação pelos dados disponíveis hoje. A tendência é de um mês de junho com chuva perto ou abaixo da média”, adianta Estael.
ACESSE E CONFIRA: Fim da escala 6×1: Entenda as mudanças aprovadas na Câmara e quando a folga de dois dias e redução de jornada vai valer
O fenômeno
O El Niño, que se encontra em seus estágios iniciais, vai se intensificar ao longo do mês com a chegada de águas mais quentes das profundezas do oceano na superfície.
“A atmosfera recém começa a responder ao aquecimento oceânico com base numa série de indicadores e se projeta que ao longo de junho o acoplamento oceânico-atmosférico está totalmente configurado. Por isso, a nossa crença que ao redor da metade do mês ou no seu final a NOAA deve declarar o começo do El Niño”, detalha Estael Sias.