Em março, um eclipse lunar total irá mudar a paisagem nos céus por cerca de 1 hora em diferentes partes do mundo. No Brasil, e consequentemente no Rio Grande do Sul, a famosa Lua de Sangue vai ser vista, mas nem completamente.

Foto: @rafazsantos/Divulgação
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O eclipse lunar total vai acontecer na próxima terça-feira (3) e será um dos primeiros grandes fenômenos no céu de 2026. Chamado popularmente de Lua de Sangue, o fenômeno poderá ser melhor observado:
- no entardecer, em partes da Ásia e da Austrália ocidentais;
- durante a noite, na América do Norte e Central;
- no amanhecer, no extremo oeste da América do Sul;
Apenas parte do mundo poderá presenciar o eclipse lunar em sua fase total. “No Brasil, porém, a visibilidade varia bastante: enquanto parte do país verá apenas etapas iniciais, outra não verá nada”, explica o doutor em astronomia Marcos Calil, que participa do projeto Urânia Planetário.
O astrônomo explica que o eclipse lunar acontece em três fases diferentes. Delas, apenas duas serão visíveis no País: a penumbral e a parcial.
Primeiro, a Lua entra na penumbra da Terra. É nesse momento em que uma queda sutil de brilho ocorre, algo que não se quer perceptível para muitos. Depois, o satélite vai para a parte parcial, quando entra na umbra e parece estar “cortada” ou “mordida” pela sombra.
É somente no ápice que a Lua de Sangue é revelada, quando a Lua fica completamente na sombra da Terra, causando o aspecto de vermelhidão. Essa parte só poderá ser vista em algumas partes do mundo.
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Lua de Sangue no Brasil: Onde e como ver
Os brasileiros que estão em estados do Oeste, poderão ver o eclipse lunar na fase parcial. No dia, ele será visível no oeste do céu, poucas horas antes do nascer do Sol, por volta das 6h50, em parte do Pará e do Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Acre e Roraima.
Já a fase penumbral, que pode nem ser perceptível, será visível em grande parte do País, como nos três estados do Sul, incluindo o RS. Para isso, os gaúchos devem olhar para o céu entre 5h44 e 6h50.
O mesmo vale para estados como Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, grande parte do Mato Grosso e mais. Essa mudança sutil na Lua poderá ser vista com o satélite se pondo no oeste.

Foto: Urânia Planetário/Reprodução
Em outros locais do País, nem mesmo a fase mais simples poderá ser vista. “O eclipse não será visível em várias áreas, incluindo trechos do RN, PB, AL, PE, SE, parte da BA, ES e parte do RJ”, afirma o astrônomo.
Ainda assim, quem quiser captar mesmo que parte da beleza do fenômeno, nem mesmo precisa de telescópio. “Não há risco para a visão, dá para acompanhar a olho nu, sem equipamento.”
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O que é uma Lua de Sangue
A Lua de Sangue é nada mais do que um eclipse lunar total. O nome vem da coloração que o satélite ganha durante o fenômeno.
Durante o eclipse lunar total, a Terra bloqueia a maioria dos raios solares, impedindo que a luz chegue até a Lua. O pouco de iluminação que chega no satélite é “filtrado” pela atmosfera da Terra. “É como se o pôr e o nascer do sol de todos os dias fossem projetados na Lua”, explica a Nasa.
Assim, o eclipse lunar total faz com que a Lua fique avermelhada e alaranjada. Esse alinhamento, inclusive, só pode acontecer durante a fase cheia do satélite.
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