Ao detalhar a concessão do Bloco 1 de rodovias estaduais, que compreende estradas da Grande Porto Alegre, Vales do Sinos e Paranhana e região das Hortênsias, o governo do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira (28) que irá aportar R$ 1,5 bilhão do Fundo de Recuperação (Funrigs) na concessão.

Foto: Igor Müller/GES-Especial
Isso significa que a empresa ou consórcio que vencer o leilão, previsto para o ano que vem, poderá contar com esse recurso para cobrir parte dos R$ 6,4 bilhões que deverão ser investidos nas estradas ao longo de 30 anos – quase R$ 5 bilhões serão investidos nos primeiros dez anos.
Na prática, o aporte do governo é necessário para viabilizar a concessão. Sem o dinheiro público, o custo do quilômetro rodado ficaria na faixa dos R$ 0,32, bem acima dos R$ 0,21 previstos agora. Esse valor ainda pode mudar porque vencerá o leilão quem cobrar a menor tarifa.
Viagem Novo Hamburgo-Taquara
Considerando a projeção atual, ir de Novo Hamburgo a Taquara pela RS-239 custará R$ 12,76 em pedágio. Serão quatro pórticos de cobrança automática, o chamado free flow: Novo Hamburgo, Campo Bom, Araricá e Parobé. Se o cronograma do Estado for cumprido, esse cenário passaria a existir em 2028.
Sem o aporte do governo, o custo para percorrer o mesmo caminho poderia chegar a R$ 19,40, afinal o custo por quilômetro ficaria maior. No modelo atual, com a EGR administrando a RS-239, existe apenas uma cobrança, em Campo Bom, e a tarifa custa R$ 3,25 para veículo de passeio.
Região mais resiliente
Na entrevista coletiva desta terça, o governador Eduardo Leite (PSD) confirmou que o Estado também irá aportar R$ 1,5 bilhão na concessão do Bloco 2, que compreende rodovias estaduais do Vale do Taquari e do Norte do RS.
Segundo ele, as duas regiões foram duramente atingidas pela tragédia climática de 2024 e precisam de uma infraestrutura mais robusta. “Rodovias estaduais como a 118, a 040 e a 020, foram superimportantes na enchente do ano passado. A 010 também teria sido se já existisse, já que a BR-116 colapsou. Resiliência é reconstruir o que foi danificado mas também melhorar a estrutura para futuros eventos climáticos extremos”, resume Leite.
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