A morte trágica dos tripulantes e passageiros do avião monomotor que caiu em Capão da Canoa nesta sexta-feira (3) causou comoção em todo o País. Amigos, familiares, prefeituras e a empresa proprietária do avião usaram as redes sociais para lamentar as mortes.
No desastre aéreo, morreram:
- Débora Belanda Ortolani (Empresária)
- Luis Ortolani (Empresário)
- Renan Saes (Piloto)
- Nélio Pessanha (Piloto)
Entre as manifestações de pesar, a prefeitura de Capão da Canoa decretou luto oficial de três dias. Na nota, a administração municipal diz se solidarizar com as famílias das vítimas e que compartilha “o sentimento de dor que atinge toda a comunidade”.

Foto: Reprodução
A postagem também agradece às equipes do Corpo de Bombeiros, Brigada Militar, Polícia Civil, Cenipa e serviços de emergência que atuaram na tragédia.
A prefeitura de Ibitinga, cidade de São Paulo, também emitiu nota de pesar pela morte das vítimas, entre elas do casal Débora e Luiz, sócios da Feira de Ibitinga, realizada no RS.
“Reconhecidos por sua atuação no setor empresarial, especialmente por sua contribuição à tradicional Feira de Ibitinga, o casal deixa um legado importante para o desenvolvimento econômico e social do município.”
A empresa Peluzzi Aviation, da qual o piloto Renan Saes era sócio, lamntou pelas “quatro vidas que deixam saudades eternas”.
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“Com profunda tristeza que nos despedimos do nosso sócio, Renan Saes, e do nosso querido amigo, comandante Nelio Pessanha. Estendemos também nossas condolencias a Débora e Luiz Ortolani, com os nossos mais sinceros sentimentos.”
Remoção dos corpos das vítimas
Os corpos das quatro vítimas foram retirados dos escombros ontem e encaminhados ao Departamento Médico Legal (DML) de Osório, onde passarão por perícia.
Segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP), não há previsão para a conclusão dos exames, devido às condições em que os corpos foram encontrados. Quando finalizados, os laudos serão remetidos à autoridade policial responsável pela investigação.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ficará encarregado de apurar as causas do acidente.
CLIQUE PARA LER: Decolagem mais curta e com vento de cauda pode ter causado a tragédia em Capão da Canoa
No início da noite, funcionários da Prefeitura de Capão da Canoa concluíam a limpeza do local para permitir a desobstrução da via e a retomada da circulação no bairro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, nenhum imóvel do entorno teve a estrutura comprometida, o que possibilitou o retorno dos moradores às residências próximas ao restaurante atingido.
O acidente
O avião, com quatro pessoas a bordo, saiu do interior de São Paulo, do aeródromo de Itápolis, por volta das 6h45 pelo horário de Brasília. De lá, o voo foi direto para Criciúma, em Santa Catarina, e depois a aeronave seguiu para Capão da Canoa.
Logo após a decolagem do Aeroclube de Capão da Canoa, de onde partiram para retornar à cidade paulista, a aeronave perdeu altitude na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis e atingiu o telhado de um restaurante que estava fechado no momento do impacto.
Câmeras de segurança da região registraram o momento em que o avião atingiu o telhado do estabelecimento.
Estavam no avião e morreram o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luiz Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e Renan Saes, sócio da empresa de aviação à qual pertencia a aeronave. Os quatro corpos foram retirados dos escombros após o trabalho de demolição.
Especialistas em aviação ouvidos pelo Grupo Sinos nesta sexta-feira apontam que dois problemas considerados graves podem ter causado o acidente: a decolagem mais curta e com vento de cauda.
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