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SAÚDE EM XEQUE

CRISE NA SAÚDE DE CANOAS: UPAs restringem atendimento por atraso no pagamento de médicos

Suspensão abrange atendimentos das fichas azuis e verdes nas unidades

Taís Forgearini
Publicado em: 18/09/2025 às 18h:27 Última atualização: 18/09/2025 às 18h:28
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A quinta-feira (18) foi mais um dia tenso na área da saúde em Canoas. A população que precisou de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) encontrou restrição nos serviços devido aos recorrentes atrasos no pagamento dos honorários médicos. A suspensão abrange atendimentos das fichas azuis e verdes.

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Thiago está entre as pessoas que não conseguiram atendimento na UPA Boqueirão | abc+



Thiago está entre as pessoas que não conseguiram atendimento na UPA Boqueirão

Foto: Paulo Pires/GES

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“Cheguei com a mão muito infeccionada na UPA Boqueirão, mas não está funcionando. Fui informado de que, para ser atendido, teria que chegar de ambulância. Isso é o fim do mundo. A pessoa fica sem saber o que fazer porque a situação é a mesma em outras UPAs da cidade”, lamenta o Thiago Correa de Assis, 38 anos.

O pescador conta que sofreu um acidente de trabalho. Segundo ele, o corte infeccionou após alguns dias do ocorrido.

“Está muito inchado. Não consigo mover o dedo. A Prefeitura precisa fazer alguma coisa. A saúde está muito ruim. Os postos de saúde estão lotados e nas UPAs estão mandando embora. Estão literalmente negando atendimento”, reclama o morador do bairro Guajuviras.

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A falta de médicos escalonou nos últimos dias. Na semana passada, a situação de escalas incompletas nas UPAs já havia sido constatada pela população.

As UPAs são administradas pelo IBSaúde, que quarteiriza as escalas para outras empresas. Conforme o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a paralisação foi motivada pelo atraso no pagamento dos honorários de julho pela Dotmed, que assumiu as escalas no lugar da Fazedoria, além de problemas nas condições de trabalho.

A decisão da paralisação parcial dos atendimentos foi tomada no dia 2 de setembro, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Simers. O sindicato afirma que comunicou oficialmente a medida ao Conselho Regional de Medicina (Cremers), ao Ministério Público, à Prefeitura de Canoas e a outros órgãos competentes.

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De acordo com Simers, a Sessão de Mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), agendada para a última quarta-feira (17), foi encerrada devido à falta de interesse da gestora das UPAs, IBSaúde, em participar. A mediação é um procedimento voluntário.

“Nós já sabemos das dificuldades enfrentadas durante longos tempos por esses colegas, que não têm a garantia de receber, que não têm a garantia das melhores condições de trabalho. Canoas é a cidade que mais chama a atenção na atuação sindical do Simers, e, justamente por isso, temos mais uma semana decisiva. O que queremos é que haja o pagamento dos salários em atraso, que haja a garantia dos recebimentos futuros e haja a garantia, de maneira muito mais importante, do atendimento à população”, enfatiza o presidente do Simers, Marcelo Matias.

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Sem manifestação

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Canoas não se manifestou sobre a restrição nos atendimentos das UPAs e os pagamentos em atraso dos médicos que atuam nas unidades. O espaço segue aberto para manifestação.

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