Desocupado há anos, o antigo posto de saúde na Praça do Avião deve ter uma nova destinação. O prédio que pertence ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi doado à Prefeitura de Canoas nesta sexta-feira (8). A estrutura localizado no Centro da cidade deve abrigar o futuro centro administrativo.
O documento foi assinado pelo prefeito de Canoas, Airton Souza e pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, além das testemunhas, na sede da Ação Social Santa Isabel, no bairro Nossa Senhora das Graças. A transferência do imóvel deve ser oficializada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU).
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Foto: Nicole Goulart/Especial
“Esse prédio vai servir para ser uma das torres que vai abrigar a concentração dos serviços públicos na nossa cidade”, afirma o prefeito Airton Souza. O projeto do centro administrativo da Prefeitura foi apresentado em julho, mas sem previsão.
Novas doações
O repasse do prédio não deve ser o único. O ministro Queiroz solicitou que a Superintendência Regional Sul do INSS realize o levantamento de outras instalações que estão desocupadas ou abandonados não somente em Canoas, mas em toda a região sul. O titular da pasta entende que essas estruturas podem ter outras destinações.
Esta, inclusive, foi a agenda do ministro em Porto Alegre na manhã desta sexta-feira (8). Na capital, foram regularizados dois imóveis junto à prefeitura onde funcionam unidades de saúde.
“É importante que os governos tenham projetos e requisitem isso. Fica mais fácil com laudo e endereço da prefeitura ou governo do Estado para dar uso a esses imóveis. Para que nós possamos também agilizar esses processos. O INSS não se opõe, o ministério não tem obstáculo”, declara Queiroz.
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Prédio na Santos Ferreira
Um dos imóveis do instituto está localizado na Avenida Santos Ferreira, no bairro Estância Velha. Na solenidade, o deputado federal Luiz Carlos Busato (União Brasil) solicitou, informalmente, que as instalações também sejam doadas à Prefeitura de Canoas para a instalação de algum serviço.
No entanto, após décadas de abandono, a edificação está ocupada por indígenas Kaingang desde maio. O caso é acompanhado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Ministério Público Federal (MPF).