Nesta quarta-feira (1º), completou-se uma semana desde o terremoto que já matou mais de 2,2 mil pessoas na Venezuela. Outras 11 mil ficaram feridas, além de milhares que seguem desaparecidas, segundo o informações do governo venezuelano divulgadas nesta quinta-feira (2). O cenário de destruição e tristeza pede por solidariedade.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Por isso, a Rede de Venezolanos en Brasil (Redeven), através da Associação dos Venezuelanos de Mato Grande (AVMG) em Canoas, está arrecadando mantimentos e recursos para enviar para a Venezuela. O local de coleta fica na Avenida Guilherme Schell, 6922, no bairro Mathias Velho – mesmo prédio do Centro de Integração Paulo Paim.
Para o coordenador da associação, Gabriel Lizarraga, a ação é um “dever”. “Sabemos que a Venezuela enfrenta uma crise humanitária há muito tempo. E agora, com essa situação do terremoto, sabemos que suprimentos e medicamentos estão escassos. Estamos priorizando medicamentos, enlatados, cobertores e itens de higiene pessoal.”
“O pessoal de Canoas tem sido muito receptivo. Várias pessoas de Canoas chegaram com doações ontem e têm nos dado muito apoio. Recebemos de muitas cidades e de igrejas também”, destaca Lizarraga.
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O que doar
Após uma semana recolhendo mantimentos, alguns itens como água e roupas não são mais necessários no momento. Mas outros seguem sendo importantes para ajudar as vítimas do terremoto. Confira o que doar:
- alimentos enlatados
- cobertores
- medicamentos (analgésicos, antigripais, vitaminas, medicamentos para diabetes, hipertensão, asma e outras doenças crônicas)
- itens de primeiros socorros (gazes, ataduras, álcool e antissépticos)
- fraldas para crianças e adultos
- itens de higiene pessoal (sabonete, creme dental, escova de dente, papel higiênico, shampoo, álcool em gel e absorvente)
- ração para os animais

Foto: Nicole Goulart/Especial
Doações em dinheiro
A AVMG faz parte de uma rede de outras associações de venezuelanos organizadas aqui no Brasil. Ao todo, são 21 entidades mobilizadas para ajudar quem perdeu tudo com o terremoto. Junto com os mantimentos, a campanha também arrecada dinheiro.
As doações podem ser feitas via PIX, transferência bancária e cartão de crédito. As informações podem ser consultadas no post do Instagram da Red de Venezolanos en Brasil (Redeven). O total arrecadado entre os dias 26 e 28 de junho foi de R$ 48 mil, segundo a prestação de contas da campanha.
“Temos uma conta Pix única, gerida coletivamente, com todos acompanhando a prestação de contas, e estamos canalizando recursos para determinadas fundações na Venezuela”, destaca o coordenador da AVMG, Gabriel Lizarraga.
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Muita solidariedade
O endereço na Avenida Guilherme Schell também abriga doações enviadas de outras cidades do Estado, como Caxias do Sul, Parobé, Bento Gonçalves, Esteio, São Leopoldo e Dois Irmãos. Os mantimentos serão enviados para Curitiba, no Paraná, já nesta sexta-feira (3) com apoio da Defesa Civil do Estado.
A associação ainda deve arrecadar doações vindas de Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Novo Hamburgo. A nova carga deve ser enviada no final da próxima semana.
A ajuda vem de quem enxerga a dor e sente que precisa estender a mão. A venezuelana Maira Larez, 58 anos, mora no Brasil há quatro anos e se emociona ao comentar a tragédia. “A minha família está bem lá, mas temos que ajudar. Nós fomos ajudados quando chegamos aqui, então temos essa necessidade. Para mim, é um dever”, diz com lágrimas nos olhos.
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