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CONSCIENTIZAÇÃO

Com rostinho e berço: Alunos cuidam de "bebês ovos" em projeto sobre gravidez na adolescência

Projeto de conscientização é realizada com estudantes do 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Osvaldo Aranha, de Novo Hamburgo

Publicado em: 04/06/2026 às 14h:51 Última atualização: 04/06/2026 às 14h:51
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A ideia de ser responsável 24 horas por dia durante uma semana por algo que é totalmente dependente parece uma tarefa difícil, mas na Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Osvaldo Aranha, de Novo Hamburgo, a experiência tornou-se uma atividade divertida.

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Além de explorar a criatividade e o compromisso dos alunos, conscientiza e educa sobre um assunto sério: a gravidez na adolescência. [Veja vídeo ao final desta reportagem.]

Jovens têm que registrar todas as rotinas do 'filho' | abc+



Jovens têm que registrar todas as rotinas do ‘filho’

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

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Essa é a proposta do projeto “Bebê Ovo”, realizado pelo terceiro ano consecutivo pela professora de biologia Silvana Vargas do Amaral.

A ideia surgiu em uma mudança de currículo, na disciplina de fisiologia humana, que trabalha o tema da reprodução, e é desenvolvido com estudantes do 3º ano do ensino médio.

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Porém, antes do bebê ovo ganhar rosto, personalidade e até nome, existe uma jornada de conhecimento prévio.

“O primeiro bloco de conteúdos é saúde na juventude, então eu trabalho com os alunos gravidez na adolescência, gravidez precoce, Infecção Sexualmente Transmissível (IST), métodos contraceptivos e sempre gera muita discussão”, relata Silvana.

Quando chega um dos momentos mais aguardados pelos estudantes, a criação do companheiro dos próximos dias, a tarefa é levada de forma séria, como se, de fato, fosse um filho.

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“A gente realmente vai imaginar que é uma vida, que não pode deixar sem o cuidado de um adulto e isso eles seguem a risca”, diz. Os estudantes tem a liberdade de escolher o arranjo familiar que desejarem.

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Rotina registrada

Com o bebê pronto, o ovo é rubricado pela professora e os alunos fazem a certidão de nascimento e registram toda a rotina do ‘filho’ em um documento, que passa por avaliação da professora.

Para comprovar os cuidados e a atividade sendo seguida integralmente, os alunos precisam fazer fotos e vídeos ao longo dos dias.

O estudante Jean Oliveira, de 17 anos, responsável na atividade por Humpty Dumpty e Kitty junto com outros dois colegas, relata que foi uma experiência diferente das demais vivenciadas na escola. “Tem que ser responsável porque o ovo é muito frágil e ter que levar para vários lugares não é tão fácil quanto parece”, conta.

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Para Maiara Mangini, 17, a vivência cuidando da bebê ovo Maria Clara foi desafiadora. “As atividades foram meio complicadas, mas consegui”, comenta.



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Dados de Novo Hamburgo

Entre 2021 e 2026, Novo Hamburgo registrou 1206 nascidos vivos de mães adolescentes, isto é, de 10 a 19 anos. O número representa 8,38% do total de nascimentos no município.

Entre o período, o ano com maior incidência foi 2022, com 258 nascimentos. O número de gestações aumenta gradualmente conforme a idade da adolescente, sendo mais expressivos dos 17 ao 19 anos, conforme a Prefeitura.

Novo Hamburgo integra o Programa Saúde na Escola (PSE), estratégia do Ministério da Saúde que promove ações intersetoriais voltadas à saúde de crianças e adolescentes. Atualmente, o programa contempla 50 escolas e as 25 Unidades de Saúde do município.

De acordo com a Prefeitura, entre os temas prioritários destacam-se a prevenção da violência e a promoção da cultura da paz, saúde mental e saúde sexual e reprodutiva.

Casos no RS caíram mais de 50%

A proporção de casos no Estado caiu para menos de 50% nos últimos 20 anos. Em 2004, 18,51% das gestações no Rio Grande do Sul foram de adolescentes, enquanto em 2024 o número chegou a 7,66%, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

Veja vídeo

Alunos assumem cuidados de 'bebês ovos' em projeto de conscientização sobre gravidez na adolescência
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