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CULTURA

Estreia da exposição Quadros que Falam, de Scholles, dá vida e cor à Casa CDL

Visitação pode ser feita até o dia 9 de agosto

Publicado em: 04/07/2025 às 20h:36 Última atualização: 04/07/2025 às 20h:39
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A memória e o legado de Flávio Scholles se manifestam entre os traços da pintura a óleo para além de sua morte. A exposição de telas inéditas desse artista, fundamental para a história da colonização alemã, poderá ser visitada até o dia 9 de agosto na Casa CDL. A estreia de “Quadros que Falam” ocorreu na noite desta quinta-feira (3) e contou com a presença de familiares e admiradores da trajetória de Scholles.

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Scholles é reconhecido por mostrar a influência da colonização germânica através de sua arte. Ao longo de 50 anos de profissão, pintou histórias de sua infância, o êxodo rural e a modernização urbana. “Na Europa, disseram a ele que seus quadros falavam. Então ele queria entender o que quiseram dizer. Foi aí que ele começou a sentir uma energia diferente, que o olhar pode mexer com o expectador, que podemos acessar a linguagem das telas, olhando no olho de cada imagem retratada nas obras”, narra a filha do artista, Rudaia Scholles.

Legado

Scholles morreu aos 74 anos de idade em novembro de 2024. As 20 telas que fazem parte da exposição “Quadros que falam” são inéditas e escolhidas pelo próprio artista, mas a coleção é ainda maior. Scholles partiu deixando um acervo de 1500 quadros, alguns ainda inacessíveis até a sua filha que esteve sempre presente nos últimos dias de vida do pai. “Ele me criou sozinho desde os 3 anos de idade. Então estamos muito conectados, me dediquei ao trabalho dele até o último dia da vida dele”, conta ela que também é artista visual.

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Sala interativa

A mostra que tem curadoria de Ana Hauschild tem como protagonista a figura da mulher. A ideia do artista era manifestar a conexão da energia feminina em um mundo tecnológico, com valores artesanais e cooperativos que a humanidade perdeu ao longo do tempo. Em uma sala interativa no espaço, é possível sentar-se diante de uma tela e fazer a própria impressão do que se vê.

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“Toda minha família tem quadros dele. O jogo de cores que ele tem nos retalhos, nas casas de madeira, ele conseguiu de maneira simples mostrar a riqueza da tradição. Em poucas linhas, mostrar toda uma origem”, considera a artista visual Magna Sperb, que acompanha os trabalhos de Scholles durante anos, desde o tempo em que ele lecionava na Escola Liberato.

Visitação

A exposição integra a programação cultural da Casa CDL, localizada na Rua Domingos de Almeida, 708, Centro, com entrada gratuita. Podendo ser visitada de segunda a quinta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h.

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