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SAÚDE

Consulta após o expediente: Como o horário ampliado nas USFs de Novo Hamburgo ajuda o trabalhador e reduz pressão sobre UPAs

Com funcionamento até as 21h em 11 unidades, pacientes conseguem acompanhamento mais próximo sem depender das estruturas de urgência em Novo Hamburgo

Publicado em: 28/05/2026 às 07h:00 Última atualização: 28/05/2026 às 07h:57
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Com o atendimento ampliado até as 21 horas em 11 Unidades de Saúde da Família (USFs), Novo Hamburgo busca ampliar o acesso da população às consultas, exames e atendimentos básicos de saúde fora do horário comercial.

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A medida, adotada em meio à pressão enfrentada pelas UPAs Canudos e Centro e pelo Hospital Municipal de Novo Hamburgo, também pretende oferecer acompanhamento mais contínuo aos pacientes e reduzir a procura por atendimentos de menor gravidade nas estruturas de urgência.

A mudança também beneficia trabalhadores que antes precisavam faltar ao emprego para buscar atendimento. Agora, conseguem procurar a unidade de saúde após o expediente, sem risco de perder bônus por assiduidade ou comprometer o vínculo empregatício.

Djenifer, com Matteo, aprovou a ampliação do horário | abc+



Djenifer, com Matteo, aprovou a ampliação do horário

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Moradora do Kephas, Ana Paula de Oliveira, de 21 anos, procurou atendimento após sentir dores há algum tempo. Segundo ela, o novo horário evita prejuízos justamente no período em que está em contrato de experiência. “É bom porque a gente não perde o dia de serviço. Eu fui na UPA e me mandaram pesquisar no posto o que poderia ser, fazer exame. Isso ajuda porque eu não preciso faltar no serviço”, relata.

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A realidade se repete para Djenifer Moraes, 28, moradora do Kephas e mãe do pequeno Matteo, de 8 meses. Trabalhadora durante o dia, ela afirma que dificilmente conseguiria atendimento sem o horário ampliado. “Se não tivesse esse horário, eu não conseguiria vir, porque trabalho durante o dia. Eu teria que ir na UPA, mas aqui o atendimento é melhor”, afirma.

Mais proximidade com o paciente

Para profissionais da rede municipal, um dos principais impactos do horário estendido está justamente na continuidade do cuidado oferecido aos pacientes. Na avaliação da enfermeira da USF Kephas, Carla Silva Zimmer, o fato de a equipe já conhecer os moradores do território melhora o acompanhamento clínico e evita que pacientes utilizem a UPA como única porta de entrada no sistema de saúde. “Como conhecemos a população daqui, conseguimos orientar melhor, encaminhar exames e acompanhar os casos com mais proximidade”, explica.

Segundo Carla, a ampliação fortalece o vínculo entre equipes e pacientes, e facilita atendimentos preventivos, antes que os quadros se agravem. “A gente sabe quem realmente não consegue vir de dia e consegue ajudar essas pessoas à noite, com consultas, orientações e exames”, destaca.

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A médica Marisol Avila Rodrigues avalia que a medida também pode reduzir a sobrecarga enfrentada pelas unidades de urgência da cidade. Segundo ela, Novo Hamburgo possui uma demanda elevada para apenas duas UPAs. “Mesmo com todo o esforço das equipes, muitas vezes não é suficiente para atender toda a população. Isso gera filas longas e atendimentos muito rápidos por causa da quantidade de pacientes”, afirma.

Para a médica, o horário ampliado permite que casos menos graves sejam atendidos na atenção básica, liberando as estruturas de urgência para situações realmente emergenciais. “Ajuda principalmente as pessoas que trabalham e não conseguem faltar no serviço ou chegam tarde em casa.”

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Na UPA Canudos, a reportagem identificou movimento na unidade, mas sem cenário de superlotação. Situação semelhante foi observada na UBS Santo Afonso. Profissionais da rede acreditam que os impactos mais significativos da ampliação do horário serão percebidos nas próximas semanas, conforme a população passe a utilizar as USFs como principal porta de entrada para consultas e acompanhamento contínuo de saúde.

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