O Grêmio Sindicato dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo se manifestou no fim de semana sobre a polêmica prisão de um médico plantonista pela Guarda Municipal, quinta-feira (26) à noite, na UPA Centro. O caso foi gravado por pacientes e servidores da UPA e as imagens ganharam repercussão nacional. A Polícia Civil investiga o caso.

Foto: Reprodução/Redes sociais
O sindicato informou, por meio de nota, que está acompanhando o caso “envolvendo um guarda municipal lotado na UPA”. Diz ainda que o servidor recebeu orientação jurídica e apoio “para que tome as medidas cabíveis”. A entidade informa que “acompanhará todo o desenrolar nas esferas administrativa, criminal e cível para apurar o que efetivamente aconteceu”.
“É importante lembrar que a Guarda Municipal presta um serviço essencial e é a primeira linha de atendimento à população, com valiosos serviços já prestados à comunidade”, salienta o Grêmio Sindicato, defendendo que “julgamentos precipitados devem ser evitados, inclusive considerando que o servidor estava no cumprimento de seu dever e prerrogativas funcionais”.
Também por meio de nota, o presidente do Grêmio Sindicato, Vilson dos Santos de Moura, reiterou que a entidade vai acompanhar as investigações e que a preocupação é que “os fatos sejam esclarecidos através de apurações corretas e respeitando o devido processo legal”.
Ele também comentou um possível desdobramento da confusão de quinta: na sexta-feira (27) começou a circular uma possível orientação da coordenação das UPAs para que pacientes levados aos postos pela Guarda Municipal fossem classificados com a cor azul, ou seja, sem prioridade de atendimento.
“Isto, se confirmado, prejudica o serviço. É mais tempo gasto e sem atender a população. É um contrassenso, pois a viatura, vítima e o detido vão ficar mais tempo no atendimento. Entendo que isto prejudica a população. E se [a regra] for implementada, é uma clara tentativa de retaliar a corporação”, escreveu Moura.
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