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SAÚDE PÚBLICA

Paciente de Novo Hamburgo com suspeita de ebola trabalhou sete meses em Uganda; veja o que se sabe sobre o caso

Homem de 64 anos teve diagnóstico confirmado de malária e já estava internado desde o início de junho antes da divulgação do caso

Dário Gonçalves
Publicado em: 12/06/2026 às 17h:37 Última atualização: 12/06/2026 às 17h:52
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A investigação de um caso suspeito de ebola no Rio Grande do Sul envolve um morador de Novo Hamburgo que passou cerca de sete meses trabalhando em Uganda, país da África Oriental, antes de retornar ao Brasil. O homem, de 64 anos, teve diagnóstico confirmado de malária, mas a hipótese da doença viral ainda não foi descartada

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Ele aguarda o resultado de exames que serão analisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Transferência foi feita na tarde desta sexta-feira  | abc+



Transferência foi feita na tarde desta sexta-feira

Foto: Reprodução

As informações divulgadas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) nesta sexta-feira (12) indicam que o paciente apresentou critérios epidemiológicos e clínicos compatíveis com a doença, o que levou ao acionamento dos protocolos nacionais de vigilância e resposta.

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Nesta tarde, ele foi transferido da UPA Canudos para o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, referência estadual para acompanhamento de casos suspeitos. Caso a doença seja confirmada, ele será encaminhado para um hospital de referência nacional.

Além do acompanhamento do paciente, o Estado informou que iniciou o monitoramento das pessoas que tiveram contato com ele nos últimos dias.

Retorno ao Brasil ocorreu em maio

Informações apuradas pela reportagem junto a familiares apontam que o homem retornou ao Brasil em 18 de maio, após aproximadamente sete meses em Uganda, onde trabalhava na área da construção civil.

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Segundo os relatos, ele chegou ao País sem apresentar sintomas. Os primeiros sinais da doença surgiram apenas no início de junho, com episódios de febre e alterações na pressão arterial. Ainda conforme os familiares, durante os atendimentos realizados na rede de saúde, os profissionais foram informados sobre o recente retorno dele do continente africano.

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Informações obtidas pela reportagem e uma manifestação de uma filha do paciente nas redes sociais indicam que ele procurou atendimento médico ainda na noite do dia 2 de junho e ficou internado desde a madrugada do dia seguinte. Após alguns dias sob cuidados médicos, recebeu alta na sexta-feira (5) à tarde. Contudo, voltou a apresentar piora do quadro clínico e, no mesmo dia, retornou à unidade de saúde, onde ficou internado até hoje (12).

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Malária foi identificada durante a internação

Durante a investigação do caso, foi realizado um teste rápido para malária, que apresentou resultado positivo para Plasmodium falciparum, uma das formas mais graves da doença. Segundo a SES, o tratamento específico foi iniciado imediatamente após a confirmação do diagnóstico.

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Familiares relataram à reportagem que o exame para malária só foi realizado após insistência dos filhos. “Desde os primeiros dias, informamos que ele esteve na África e ignoraram isso, tanto que nem consta no prontuário. Só fizeram exames para malária depois que os filhos insistiram muito”, afirmou um familiar que preferiu não se identificar.

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O familiar também disse à reportagem que a família não recebeu orientações sobre eventual isolamento nem sobre a necessidade de realizar exames. Questionada, a prefeitura informou que “o Município divulgará informações somente conforme orientações da Secretaria Estadual de Saúde (SES)”.

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