A Prefeitura de Novo Hamburgo está revisando a forma como são calculados os custos do transporte coletivo urbano. Contratada neste ano, a empresa Lindner Consultoria Sociedade Simples Ltda. conduz um estudo para análise, revisão e atualização da planilha tarifária do sistema operado pela Viação Santa Clara (Visac-RS). O trabalho está em andamento e deve ser concluído até agosto.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial/Arquivo
O contrato com a consultoria foi assinado em 24 de abril e prevê prazo de execução de 120 dias. Conforme publicação no Diário Oficial do Município a empresa foi contratada pelo Município por R$ 24 mil para realizar o estudo. “Neste momento não é possível detalhar ou antecipar informações sobre o seu conteúdo”, informou o Executivo ao ser questionado se a tarifa poderá aumentar em breve.
Embora os resultados ainda não tenham sido divulgados, o termo de referência da contratação mostra que o trabalho vai além da simples atualização de números. Entre as atribuições da consultoria estão a revisão da metodologia utilizada para o cálculo da tarifa, a atualização da planilha tarifária com base nos dados atuais da operação, a elaboração de parecer técnico e a comparação do modelo utilizado em Novo Hamburgo com outros métodos de cálculo.
O estudo também prevê a revisão de indicadores utilizados para avaliar o sistema e treinamento para servidores responsáveis pelo acompanhamento do transporte coletivo. Na prática, o trabalho busca reavaliar os critérios utilizados para determinar os custos da operação do transporte coletivo e a remuneração do serviço. “O valor da tarifa é definido através de diversos fatores que são colocados em uma planilha, e dela sai o preço da passagem”, informou a Visac.
Importância do estudo
A última vez que a passagem de ônibus municipal em Novo Hamburgo aumentou foi no final de abril de 2024, quando o valor subiu de R$ 4,60 para os atuais R$ 5,20. Esse reajuste ocorreu junto com o início da operação da empresa Visac na cidade. Desde então, a Prefeitura mantém o congelamento da tarifa repassando subsídios diretamente à empresa.
O cálculo desses custos é definido por meio da chamada tarifa técnica, indicador que leva em consideração fatores como quilometragem percorrida, combustível, manutenção, salários, encargos trabalhistas e depreciação da frota. Atualmente, o município subsidia cerca de 42,4% do valor, que sem ele, o custo real por usuário seria de R$ 9,04.
Em setembro do ano passado, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Anderson Bertotti, já havia antecipado que tal estudo seria contratado, uma vez que a auditoria é uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e que, até aquele momento, não havia perspectiva de aumento nas passagens.
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