Fechada para procedimentos de desinfecção desde o dia 4 de agosto, a UTI Adulto do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) recebeu, nesta terça-feira (12), uma previsão para a reabertura.
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A interdição temporária da ala aconteceu após ser identificada a presença da bactéria Acinetobacter baumannii, que altamente resistente e pode apresentar alto risco de infecção, especialmente em pacientes hospitalizados.

Foto: Inezio Machado/GES
Segundo a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), a previsão é de que a UTI possa ser reaberta até esta sexta-feira (15), desde que todos os critérios técnicos e sanitários sejam atendidos.
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A retomada das internações, contudo, dependerá da liberação oficial dos Centros de Vigilância.
Inspeções
Ao longo desta semana, conforme informa FSNH, estão sendo realizadas inspeções na ala em conjunto com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). O objetivo é verificar, “minuciosamente”, as condições da unidade e acompanhar se as ações de desinfecção estão tendo eficácia.
Medidas
O local foi higienizado do teto ao piso, incluindo as paredes. Todos os equipamentos da área também passaram por limpeza.
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Foi restringida a entrada de novos pacientes e reforçado com as equipes assistenciais e de apoio a adoção de medidas de bloqueio epidemiológico e higiene das mãos. Foi também feito exame de rastreio para avaliar colonização de pele pela bactéria para os demais paciente expostos na UTI.
Identificação da bactéria
Nos dias 11 e 15 de julho, a UTI recebeu pacientes já portadores dessa bactéria. Os enfermos, inclusive, já se encontravam com medidas de precaução instaladas.
O primeiro caso de transmissão cruzada dentro da ala aconteceu no dia 16 de julho, e o segundo no dia 22 do mesmo mês — quando medidas de contingenciamento foram iniciadas após comunicação aos coordenadores da UTI, intensificação das medidas de precaução de contato e diminuição do fluxo de pessoas no setor.
Pacientes realocados
Dos sete pacientes que estavam internados na ala, quatro foram infectados. Todos, contudo, precisaram ser realocados para a Sala Amarela da instituição, onde funciona a Unidade Neurovascular.
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Conforme a Fundação, o setor, que comporta as necessidades de tratamento intensivo, foi esvaziado para receber apenas essas pessoas — que permanecem em medidas de bloqueio epidemiológico, com alerta de precaução de contato.
Os quatro infectados, segundo o FSNH, estão recebendo tratamento específico para o combate.