O artesão leopoldense Paulo Schaefer, mais conhecido como Paulinho dos Quadros, conquistou o título de Maior Réplica em Formato de Kombi do Brasil, pelo RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros.
A obra artesanal, feita de MDF, mede 1,45 metro de altura, 2,85 metros de comprimento e 1,25 metro de largura, e levou 12 dias para ficar pronta. Esse é o terceiro recorde dele.
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Segundo Paulinho, a Kombi – feita em seu atelier na zona norte de São Leopoldo – foi um pedido de uma empresa que queria fazer uma decoração voltada para o verão com o estilo retrô.
“Retrô é Kombi, na época todo mundo tinha uma Kombi e colocava toda a família, o papagaio, o cachorro e viajava para a praia, moravam dentro da Kombi. Daí surgiu a ideia de fazer a obra. Dentro da empresa, essa exposição ganhou o primeiro lugar.”
Conforme Paulinho a empresa faz exposições pontuais, e a Kombi ficaria exposta por entorno de 15 a 20 dias. “O trabalho ficou tão bonito que, com a união da exposição e do produto, ficou quase quatro meses no local”, recorda.
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Doação
Segundo o artesão, como esse produto não é mais aproveitado pela empresa após a exposição, ele não vende mais esse tipo de trabalho, mas aluga.
“Depois da exposição a Kombi voltou para mim, e eu conversei com uma escola de educação infantil e falei que quando ela retornasse, eu ia pensar em uma forma de reestruturar ela e vou doá-la para a instituição”.
Conforme Paulinho, a Kombi será usada como uma biblioteca na escola. “Podem colocar livros, as crianças vão poder entrar, pode ser usada para educação no trânsito.”
“Era um sonho”
Conforme Paulinho, entrar no livro dos recordes é um sonho desde que começou nesse trabalho artesanal, em 2008. Ele recordou que a primeira homologação veio com a obra da Santa Ceia, em 2022, e o segundo recorde veio com o Carro Forte.
“Quando eu consegui o primeiro troféu, veio o sentimento de ‘consegui uma vez, então vou tentar de novo e de novo’, e agora é um sentimento de reconstrução, pois a Kombi foi a primeira grande obra depois da enchente.”
“Primeiro você quer entrar na história, depois você quer participar e depois você quer fazer história”, finaliza Paulinho.
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Vários tropeços
Paulinho contou que ao longo desse período houve vários tropeços, pois no começo, não sabia os caminhos a seguir. “Na época não tinha tantos vídeos no YouTube, então às vezes tinha que pedir dicas para outras pessoas, algumas não passavam, mas sempre fui muito determinado e persistente.”
Focado no trabalho
Segundo o artesão, teve uma época que ficou muito focado no trabalho, o que o fez ficar bastante estressado, pois ele mesmo se cobrava muito, querendo resultados. “Eu via a obra já lá no final, mas queria encurtar caminhos, atropelar etapas, para ficar pronta logo. Mas tive que dar um tempo, me machuquei tive um acidente de trabalho.”
Paulinho contou que no começo, sempre teve muita preocupação com os lixos na rua e aquilo chamava a atenção dele, pois tem muita coisa que pode ser reaproveitada.
“Então para provar para o pessoal que dava para aproveitar e que não precisava jogar na esquina, eu recolhia esse lixo e gravava um vídeo mostrando o que eu fazia com ele. Era trabalhoso, leva tempo para conscientizar. Hoje, eu praticamente não saio mais atrás de material, o que eu recebo aqui no ateliê quase não consigo dar conta usar, pois as pessoas trazem direto para mim.”