A Prefeitura de São Leopoldo iniciou, nesta quarta-feira (6), os trabalhos de reforço da estrutura do dique dos bairros Vicentina e São Miguel. A ação desta quarta-feira foi de escavação para dar início ao bate-estaca para então poder colocar os blocos de concretos.
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“Vai ser colocado um muro, não tem perigo de estourar e garante mais segurança”, afirmou o secretário de Mobilidade e Obras, Tarzan Corrêa. Segundo ele, essa primeira parte ficará pronta em torno de 20 dias. “Após o bate-estaca, se não houver transtornos de chuva muito forte, a previsão é de conclusão em 45 dias. É um trabalho bastante minucioso e complexo.”
Conforme o secretário será realizado um bate-estaca de seis metros de profundidade dentro da terra. Terá estacas de sustentação que possuem sete metros de profundidade em cada lado do dique. Além disso, as pedras que formam o sistema de contenção estão sendo preenchidas com argila para, depois, receberem a concretagem. “A obra começa na beirada do dique e se estende por 26 metros.”
Início adiado
Tarzan explicou que era para os trabalhos terem iniciado na segunda-feira (4), porém, devido às últimas chuvas, foi necessário esperar o solo ficar menos úmido. “Além disso, também precisamos alertar a comunidade de que a estrada do dique seria bloqueada até o final das obras. Aqui é uma região que tem um grande fluxo de caminhão, então para evitar acidentes, fizemos o bloqueio.”
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Blocos de 8 toneladas
No dia 27 de abril, a prefeitura recebeu blocos gigantes de concreto de (3 metros de altura por 1 metro de largura, com base de 4 metros de comprimento por 1 de largura), que pesam 8 toneladas.
Conforme o secretário, neste trabalho de reforço da estrutura serão instalados 24 blocos de concreto, com o objetivo de blindar o local e evitar rompimentos. Tarzan explicou que todos os blocos já estão prontos, mas não estão todos no local devido a logística para transportar para deixá-los lá.
Os bairros Vicentina e São Miguel sofreram gravemente com a enchente de maio de 2024, ficando inundados, principalmente junto ao Arroio João Corrêa, uma dos primeiros pontos onde o Rio dos Sinos começou a ultrapassar os diques de contenção das cheias.