Com 180 crianças e adolescentes, o município de São Leopoldo realizou nesta quinta-feira (25) o Festival Parajem, voltado a Pessoas com Deficiência (PCDs).
Com o objetivo de promover a inclusão social e o desenvolvimento dos estudantes, o evento integra a agenda dos Jogos Escolares Municipais (JEM), iniciados nesta quarta-feira (24) no Complexo Desportivo da Unisinos, no bairro Cristo Rei.
O JEM é promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (Semel). No Festival Parajem, os alunos participaram de um circuito com seis esportes: corrida, vôlei sentado, arremesso de pelota, tênis de mesa, chute a gol e salto em distância.
Diversidade
Na visão do titular da Smed, Jéferson Falcão, a ação é fundamental para o crescimento dos alunos. “É importante para o desenvolvimento deles, dá para ver a vontade que eles têm de jogar e que para eles não importa vencer, e sim a força de vontade.”
O titular da Semel, Éverton Vanoni, defende que os jogos contribuem com o respeito à diversidade, a socialização e o “desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais, criando um ambiente escolar mais acolhedor, empático e estimulante para crianças com e sem deficiência.”
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A coordenadora de Programas e Projetos, Camila Guedes, responsável pela organização dos jogos, comenta que o Parajem é “um momento em que os alunos podem se desafiar, interagir com crianças de outras escolas e estar em um espaço olímpico.”
Alunos e professores elogiam a ação
Dentre os participantes do Parajem deste ano esteve Henrique dos Santos Alves, de 16 anos, do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Paul Harris.
“No meu caso, melhorei a minha velocidade, o movimento dos braços, o meu salto a distância e meu arremesso de peso, já que às vezes eu mandava as bolas para longe sem querer”, disse.
A psicopedagoga da sala de recursos da Emef Paul Harris, Josiane de Matos, observou que os jogos fazem a diferença na vida de alunos como Henrique. “O Parajem traz a oportunidade de eles mostrarem suas capacidades e conseguirem se relacionar com seus pares. Às vezes, em função de suas especificidades, eles sofrem, principalmente na adolescência.”
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Os estudantes da Emef Germano Sperb, Daniel Pendeza, do 5º ano, e Theo Borges da Silva, do 4º, ambos de 10 anos, também desfrutaram da oportunidade. “Às vezes a gente tem que se exercitar um pouco com os amigos”, conta Daniel, que participou pela terceira vez. “Eu gosto de vir para brincar com os meus amigos”, acrescenta Theo, que jogou pela primeira vez.
O professsor de Educação Física da escola, Elton Dorneles, destacou a importância da ação para os alunos. “Para o Daniel, que já vem há três anos, melhorou principalmente a autoestima.”
Espaço especial é novidade
Neste ano, o Festival Parajem contou com uma novidade: um espaço de regulação emocional proporcionado por profissionais do Centro Municipal de Educação Inclusiva e pensado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo. “Eles são muito sensíveis a estímulos (como luzes ou sons), então aqui a gente trabalha com luzes controladas ou elementos que chamam a atenção deles para outras coisas para que eles esqueçam o elemento que os desregulou”, explicou a coordenadora Claudia Cristina Monteiro. Lorenzo da Silva Oliveira, de 10 anos, e Luiz Eduardo Koming, de 9, aproveitaram o espaço juntos.