A Avenida Dom João Becker foi o ponto escolhido para a realização da 2ª Blitz Lilás, ação direcionada ao enfrentamento da violência contra a Mulher em São Leopoldo.
A atividade ocorreu na manhã desta quarta-feira (11), e contou com representantes da Ronda Lilás, da Guarda Civil Municipal (GCM); da Patrulha Maria da Penha; da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), do Centro Jacobina, da Secretaria de Políticas para Mulheres (Sepom), do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro) e da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres na Câmara de Vereadores.
A iniciativa teve o objetivo de entregar materiais informativos e de orientação à população sobre o tema.
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Educativa
O titular da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp), Alexandre da Rosa, enfatizou que a ação não se tratava de uma fiscalização de trânsito, não sendo feita para notificações ou autuar motoristas irregulares. “É uma blitz pré-carnaval. Nós entendemos que a violência doméstica não se resume à Lei Maria da Penha, mas também há a questão do assédio e é muito preocupante isso no carnaval. Então, abordamos esses dois temas”, iniciou.
“É uma blitz educativa. A iniciativa da prefeitura foi de reunir todos os órgãos para orientar a nossa população, porque, numa blitz com 100 carros, com duas pessoas em média em cada veículo, a gente consegue atingir 200 pessoas”, argumentou, lembrando ainda a pluralidade dos envolvidos.
“Convidamos todos órgãos representativos do município, porque a gente entende que essa questão transcende, ela é muito maior do que um problema do município ou da prefeitura. Nós entendemos que esse é um tema que toda a comunidade tem que estar envolvida”.
Orientação e prevenção
Secretária municipal de Políticas para as Mulheres (Sepom), Amanda Homem reforçou que a blitz é de orientação e prevenção. “É para levar a informação e também poder conversar com os homens. A gente tem percebido que, nessas abordagens, o maior número de participantes são homens, e precisamos não só conversar com as mulheres, não só orientar elas de como buscar ajuda, mas conscientizar os homens também”.
Na ação, foi distribuído material da campanha “Fale Antes que Seja Tarde, A Sua Voz Protege Você”, realizada pela Sepom. “Trazendo os canais de denúncia, a cartilha do Centro Jacobina – onde a mulher pode buscar o atendimento, com ou sem boletim de ocorrência – e as orientações de como registrar um Boletim de Ocorrência on-line também”, ressaltou a secretária.
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“Tem que se falar bastante”
Presidente do Consepro, Rogério Daniel da Silva lembrou que há poucos dias, um painel foi feito com os órgãos ligados à proteção das mulheres. “Estamos movimentando, tentando prevenir, mas é um acontecimento silencioso, é uma agressão silenciosa. Muitas vezes, os organismos de segurança nem sabem da agressão, do que está acontecendo, até acontecer um feminicídio”, pondera.
“Tem que se falar bastante, a mulher tem que se empoderar. Tem muitas mulheres que ainda não sabem, não tem conhecimento sobre a Ronda Lilás, sobre a Lei Maria da Penha. Então, a gente tem que transbordar essas informações”.
Desafio com duas questões principais
O diretor da 3.ªDelegaciade Polícia Regional Metropolitana (DPRM),delegado Eduardo Hartz, também participou da ação e elogiou a rede de enfrentamento ao tema na cidade. “A rede de São Leopoldo é muito forte. E eu achei muito interessante essa iniciativa de reunir as forças de segurança pra fazer essa conscientização”, sublinha.
“A gente sempre salienta que o grande desafio de quem está nessa questão da violência contra a mulher é puxar essa mulher pra rede antes que ela seja a vítima do pico máximo da violência, que é o feminicídio. Então, são duas questões: uma fazer com que a mulher se dê conta de que ela está sendo vítima, porque às vezes ela não identifica aquilo como uma violência; e, segundo, que ela busque essa rede de apoio antes da escalada da violência, que vai culminar com feminicídio.”
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