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INVESTIGAÇÃO

"Vamos seguir colaborando", diz defesa de ex-vereador leopoldense, que deixou a prisão após 60 dias

Lemos foi detido em 12 de novembro de 2025, suspeito de participação em homicídio ocorrido em março do ano passado; advogado alega prisão desproporcional

Priscila Carvalho
Publicado em: 11/01/2026 às 15h:42 Última atualização: 11/01/2026 às 15h:51
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O ex-vereador de São Leopoldo, Alessandro Camilo da Silva, 50 anos, mais conhecido como Lemos, deixou a prisão na tarde do último sábado (10), após dois meses. Ele foi detido em 12 de novembro de 2025, suspeito de envolvimento no homicídio de Andrei Gomes dos Santos, de 33 anos, e, desde então, estava no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre.

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Lemos foi o candidato mais votado de São Leopoldo em 2024, mas acabou não eleito por conta do quociente partidário



Lemos foi o candidato mais votado de São Leopoldo em 2024, mas acabou não eleito por conta do quociente partidário

Foto: Divulgação

O advogado do ex-vereador, William Tiago Silva dos Santos, detalhou que Lemos teve a prisão temporária decretada em 12 de novembro e, 30 dias depois, em 11 de dezembro de 2025, foi requerida sua prorrogação por mais 30 dias, para que outras testemunhas pudessem ser ouvidas.

“Nesses 30 dias, de dezembro até agora, mais testemunhas prestaram esclarecimentos e o delegado entendeu por não representar uma prisão preventiva em favor do Lemos, porque não encontrou provas concretas de que ele tivesse participado dessas brigas no dia 30 de março, nem sido o mandante do crime”, explicou Santos.

Prisão desproporcional, diz defesa

“Desde o início sustentamos que foi uma prisão excessiva e desproporcional, porque não se tinha provas que ele tivesse participado”, afirmou o advogado, destacando que foi alegado ainda que, por ser uma pessoa pública, a repercussão midiática do caso, prejudicou a imagem do ex-vereador.

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14 investigados

“Agora vamos seguir colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos”, acrescentou a defesa, ressaltando que o ex-vereador sempre auxiliou a investigação, entregando seu telefone, com senha, fazendo exame criminológico e cumprindo todos os ritos solicitados.

Santos também reforçou que, embora tenha comparecido em bar onde ocorreu uma das brigas com a vítima, Lemos não participou da morte de Andrei, que aconteceu depois da saída do local. “Chegou-se a conclusão que, de fato, a briga ia acontecer de qualquer forma. As pessoas que estavam ali separaram a briga. Tanto que e terceira briga finalizou no bar, a vítima foi embora e, como ele já tinha brigado em outros bares, outras pessoas foram atrás dele”.

No total, segundo Santos, 14 pessoas foram presas pelo crime, sendo que sete foram colocadas em liberdade até o momento. Entre eles, estão Lemos e amigos dele que também foram detidos.

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Relembre o caso

Lemos foi preso dentro na Operação Última Rima, apontado como mandante de um assassinato cometido em março de 2025. Ele foi preso juntamente com outros suspeitos do crime ocorrido no bairro São Miguel, em São Leopoldo.

O assassinato de Andrei Gomes dos Santos, 33 anos, que foi agredido a facadas, pauladas e pedradas na madrugada de 30 de março, teria, além de motivação pessoal, o atendimento de uma ordem de uma facção criminosa coordenada por um detento.

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O crime aconteceu próximo a um bar onde uma discussão começou envolvendo Andrei Gomes dos Santos e Lemos. De acordo com a polícia, a investigação apurou que a causa da briga foi uma rima em forma de música pejorativa que incomodou o ex-vereador.

Conforme a polícia, o crime foi cometido por dois núcleos: um ligado ao ex-vereador e outro à facção. No caso da facção, os integrantes do grupo criminoso teriam dado a ordem para que se alguma pessoa criasse qualquer tipo de confusão na comunidade, a facção a espancaria e a executaria.

Ainda segundo a polícia, Andrei dos Santos conseguiu fugir e se escondeu em uma casa todo machucado, mas os agressores foram atrás dele e o levaram à rua para agredir mais, utilizando pedras e golpes de faca. Andrei chegou a ser levado para o Hospital Centenário, mas, após nove dias internado, acabou morrendo devido à gravidade dos ferimentos.

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Ex-vereador e campeão de votos

Lemos foi vereador de São Leopoldo entre 2021 e 2024, e chegou a assumir como secretário municipal de Esportes, no início de 2021, mas ficou menos de um mês no cargo, retornando para a Câmara Municipal. Na eleição de 2024, foi o candidato mais votado da cidade (4.451 votos) , mas acabou não eleito porque o seu partido então, o PSB, não atingiu o chamado quociente partidário (calculado pela divisão entre os votos válidos e o quociente eleitoral).

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