Países que exportam aço e alumínio para os Estados Unidos estão em alerta nesta segunda-feira (10). Entre estes países está o Brasil, que é uma das principais fontes importadoras do segmento, ao lado de Canadá e México. Em 2024, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, em volume, segundo dados do Departamento de Comércio americano.
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Foto: Casa Branca/Reprodução
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No fim de semana, Trump afirmou que aplicará taxa de 25% sobre alumínio e aço importados. O presidente americano alega que a medida é para proteger a economia do país e de que a medida “não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares; mas com aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade.” O anúncio oficial está previsto para esta segunda (10).
Instituições nacionais ligadas ao setor ainda não comentam os possíveis impactos para a cadeia brasileira do aço e alumínio. Já o sindicato representativo das indústrias metalmecânicas e eletroeletrônicas do Vale do Sinos, Caí e Encosta da Serra, Sindimetal-RS, acredita que a taxa trará dificuldades para exportadores gaúchos.
“Tem sido uma estratégia do presidente Trump largar um problema maior para achar solução ou reduzir outro problema. As empresas brasileiras do segmento que hoje têm fábrica nos Estados Unidos não terão maiores problemas. O que o governo americano quer é que empresas fabriquem lá. Mas, quem exporta, confirmando esta taxa, terá problemas”, diz o presidente da entidade da região, Sérgio Galera, lembrando que tudo ainda é muito especulativo.
O anúncio de Trump não é novidade. No seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, o presidente dos Estados Unidos chegou a impor taxas em produtos importados do setor, mas acabou voltando atrás.
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Mercado interno
Por outro lado, o presidente do Sindimetal-RS acredita que possa surgir mais oportunidades no mercado interno. “Com dificuldades que terão de exportar para os EUA, talvez surja oferta grande de produto no mercado e até para o mercado interno possa haver uma redução de preço. Mas, temos que aguardar”, avalia.