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INDÚSTRIA CALÇADISTA

"Contempla em parte": Entenda como medida anunciada pelo governo Lula impacta o setor calçadista

Indústria do couro e calçado é uma das mais afetadas pela tarifa de 50% imposta por Donald Trump

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 13/08/2025 às 15h:50 Última atualização: 13/08/2025 às 15h:51
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Uma semana após entrar em vigor a aplicação, pelos Estados Unidos, da sobretaxa de 50% para produtos brasileiros, o governo federal anunciou a Medida Provisória “Brasil soberano”. O anúncio aconteceu na manhã desta quarta (13), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. A Medida Provisória tem validade de 120 dias, quando deverá ser votada no Congresso Nacional.

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Setor calçadista é um dos impactados pelo tarifaço Trump | abc+



Setor calçadista é um dos impactados pelo tarifaço Trump

Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), afirma que as medidas emergenciais são importantes para a preservação das empresas. No entanto, a entidade, com sede em Novo Hamburgo, espera por ações que possam evitar a perda de empregos.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o pacote contemplou, em parte, as solicitações da indústria calçadista nacional. Segundo ele, o setor reconhece medidas importantes, como a ampliação do Reintegra para 3% para todos os exportadores (para os pequenos a alíquota passa a ser de 6%), a suspensão, por um ano, do pagamento de tributos previstos no regime de drawback, e o crédito de R$ 30 bilhões para empresas exportadoras.

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“Além das medidas já anunciadas, tratando-se de um setor intensivo em mão de obra, seguimos na expectativa de novas medidas voltadas à manutenção dos empregos”, pontua. Já a medida de compras governamentais, voltada para produtos perecíveis, não terá impacto no setor calçadista, lembra o dirigente.

No seu discurso nesta quarta (13), o presidente Lula ressaltou a importância da ampliação de mercados. A entidade calçadista lembra que o setor tem suas particularidades. “O calçado exportado para os Estados Unidos é predominantemente comercializado na modalidade private label, com desenvolvimento e marca do cliente. Não é um calçado que pode ser redirecionado para outros destinos no curto prazo”, explica Ferreira.

Ao mesmo tempo, Abicalçados reforça a necessidade de novos acordos comerciais, especialmente para potencializar a inserção dos produtos industrializados no mercado externo, com atenção a um comércio justo.

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