As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o valor é o quarto maior da série histórica iniciada em 1997. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o valor das exportações do Rio Grande do Sul apresentou queda de 7,5%, com retração de US$ 357,4 milhões em termos absolutos.

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Os dados, divulgados nesta quinta-feira (16), integram estudo do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), que analisa o comportamento das vendas externas do estado no início do ano.
Entre os produtos, no período, destacaram-se as carnes e os animais vivos. As exportações de carne suína cresceram 49,6%, com acréscimo de US$ 75,8 milhões. Também registraram aumento as vendas de bovinos e bubalinos vivos (+US$ 57,2 milhões) e de carne bovina (+US$ 33,7 milhões).
O resultado do trimestre de 2026 foi influenciado principalmente por produtos relevantes na pauta exportadora. A soja em grão apresentou queda de 77,0%, com redução de US$ 188,3 milhões, seguida pelo fumo não manufaturado (-US$ 172,9 milhões), pela celulose (-US$ 68,1 milhões) e pelos polímeros de etileno (-US$ 45,5 milhões).
O Estado manteve a 7ª posição no ranking dos principais exportadores — atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. Entretanto, a sua participação relativa caiu de 6,2% para 5,3% de 2025 para 2026.
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Destinos das exportações
O Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos no primeiro trimestre de 2026. A União Europeia respondeu por 12,2% das vendas externas, seguida pela China (9,2%) e pelos Estados Unidos (7,3%).
Entre os principais parceiros comerciais, a China apresentou a maior retração em termos absolutos, com queda de US$ 301,6 milhões, influenciada pelas reduções nas vendas de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo significativo (-US$ 148,7 milhões), associado principalmente a produtos florestais e ao setor de armas e munições.
Em sentido oposto, destacaram-se os aumentos nas exportações para o Egito (+US$ 105,1 milhões) e para as Filipinas (+US$ 104,5 milhões), impulsionados por cereais e carnes.
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Tarifas e a guerra no Oriente Médio trazem incertezas no cenário internacional e que afetam a economia brasileira, por consequência a gaúcha. As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado pelo Estado, registraram queda de 5,5% nos primeiros três meses de 2026. A relação comercial com o país, segundo o governo do RS, é historicamente influenciada por sanções econômicas e restrições financeiras.
No caso dos Estados Unidos, a retração de 31,9% nas exportações foi superior à média das vendas externas do estado. O resultado está associado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a medidas tarifárias e a mudanças no ambiente regulatório.
*Com informações da SPGG/Governo do RS