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INSEGURANÇA

"Pode ter um desemprego muito grande no nosso Estado", diz presidente da Fiergs durante comitê para discutir ações contra tarifaço

Presidente Claudio Bier destacou necessidade de auxilio às indústrias gaúchas

"Pode ter um desemprego muito grande no nosso Estado", diz presidente da Fiergs durante comitê para discutir ações contra tarifaço
Publicado em: 01/08/2025 às 13h:49 Última atualização: 01/08/2025 às 16h:59
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O comitê de crise criado pela Fiergs se reuniu pela primeira vez na manhã desta sexta-feira (1º) para discutir ações frente aos impactos do tarifaço na indústria do Rio Grande do Sul.

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O presidente Claudio Bier afirmou que aproximadamente 145 mil trabalhadores podem ser afetados pelas medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, que entram em vigor na próxima quarta-feira (6). “Pode ter um desemprego muito grande no nosso Estado.”

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Encontro do comitê de crise criado pela Fiergs nesta sexta-feira | abc+



Encontro do comitê de crise criado pela Fiergs nesta sexta-feira

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Bier explicou que cada setor industrial tem sua peculiaridade, mas destacou as perdas no mercado calçadista. “Uma empresa que produz exclusivamente para uma marca do mercado americano não terá como realocar seus produtos.”

A armamentista Taurus garantiu que não vai sair da região, mas foi citada como exemplo pelo presidente da Fiergs. “Vai mexer com a economia de São Leopoldo. São 3 mil empregos diretos”, salienta.

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Caso a empresa deixasse o Brasil, Bier explica que também teria que enfrentar tarifas. “Lá [EUA] não tem mão de obra. A matéria-prima teria que sair do Brasil, também seria taxada.”

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Com o comitê instituído, o presidente destacou que o trabalho é praticamente em regime de plantão. O objetivo é tratar com os governos federal e estadual, medidas para auxiliar as indústrias gaúchas afetadas pelo tarifaço. “É o caminho mais curto.”

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No que se refere a política, Bier foi claro. “Não vamos nos meter em lado algum, para que a indústria seja a mediadora.”

E deixou um recado: “Que não se retalhe os EUA, se não, as tarifas podem piorar. É cutucar o leão com vara curta.”

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