A cobrança de taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entrarem no mercado norte-americano tem mobilizado e movimentado diversos setores da economia gaúcha. Enquanto representantes de entidades e o governo do RS tentam mediar um acordo com a Casa Branca via governo brasileiro, empresas de logística têm buscado diferentes alternativas.
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Foto: Fraport/Divulgação
Como o envio somente por águas não teria efeito antes da validação da medida, que ocorre já nesta sexta (1º), a solução tem sido o envio pelo céu. O Terminal de Cargas (Teca) Internacional do Porto Alegre Airport, administrado pela Fraport Brasil, registrou aumento na demanda por operações de exportação para os Estados Unidos nas últimas duas semanas.
Segundo a Fraport, o aumento foi de 58% na comparação entre duas quinzenas de julho (os períodos de 30/06 a 11/07 e 14 a 25/07).
O terminal recebe uma gama variada de cargas, incluindo produtos dos segmentos metalmecânico, eletrônico, ferramentas, medicamentos, têxteis, couro, máquinas e equipamentos. Também são armazenados itens perecíveis, agropecuários, hospitalares e alimentícios.
A operadora do Aeroporto Internacional Salgado Filho lembra que as cargas que saem de Porto Alegre seguem para outros aeroportos via modal aéreo e terrestre, antes de deixarem o País. Aeroportos de São Paulo, que fazem parte da rota até os Estados Unidos, também registram aumento na demanda.
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A GRU Airport, responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), informou ao ABCmais que 20% do volume de exportação no seu Terminal de Cargas é direcionado aos Estados Unidos. “Desde a última sexta-feira (25), no entanto, o terminal registra expressivo aumento nos envios e pedidos de agendamento para despacho de cargas para o país. Os principais produtos exportados são calçados, material de construção e carne enlatada, originários de localidades como Franca (SP), Bahia e Espírito Santo”, disse em nota.
A GRU Airport tem orientado as empresas e despachantes que confirmem previamente a reserva de voo com a companhia aérea antes do envio dos carregamentos para aeroporto. A recomendação, segundo a GRU Airport, é que os volumes sem confirmação de reserva e/ou com intervalo igual ou superior a 48 horas para o voo não sejam enviadas para o armazém de exportação. “A ausência dessa confirmação impacta sobremaneira a volumetria retida nos centros de armazenagem, refletindo na logística e na disponibilização de carga para as empresas aéreas”, conclui a nota.
Sobre o terminal de Porto Alegre
O Teca Internacional conta com infraestrutura e equipe qualificadas para lidar com operações logísticas de alta complexidade. O terminal conta com amplos armazéns de importação e exportação, áreas segregadas para câmaras frigoríficas (de diferentes temperaturas), além de espaços específicos para cargas perigosas ou de alto valor.
A estrutura inclui também área de movimentação para caminhões, com espaço de espera para até 10 veículos, quase 600 vagas de estacionamento, 11 áreas locáveis, escritórios de órgãos públicos e 17 docas – sendo nove dedicadas à importação e oito à exportação.