O Sistema Fiergs segue mobilizado para encontrar soluções frente ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros. Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs, está em Brasília e cumprirá agendas nesta segunda (28) e terça-feira (29) no Palácio do Planalto e na Confederação Nacional da Indústria.
A convite do governo federal, Bier participa nesta segunda (28) do lançamento do programa Acredita Exportação, iniciativa voltada às micro e pequenas empresas exportadoras, no Palácio do Planalto, às 16h.
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Foto: Divulgação
Bier aproveitará a ocasião para entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta com os principais pontos defendidos pelo Sistema Fiergs. São eles: a priorização da via diplomática e da negociação; a não adoção de retaliações; a manutenção da tarifa atual; a tentativa de prorrogação do prazo de entrada em vigor da medida por pelo menos 90 dias; antecipação de medidas internas de apoio, como compensações tributárias, flexibilizações trabalhistas para manter empregos, acesso facilitado ao crédito e capital de giro para as indústrias afetadas e a abertura de novos mercados.
Há expectativa de que o governo federal anuncie um pacote de auxílio às empresas ainda nesta semana.
A Fiergs informou que também entregará um documento ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin, solicitando a prorrogação por 1 ano o prazo que as empresas têm para embarcar produtos que fazem parte de programas especiais de incentivo à exportação (como o Drawback, Recof e Recof-Sped).
“É fundamental que o Brasil priorize o diálogo para reverter essa medida e proteger a competitividade das nossas exportações. Também precisamos de ações rápidas aqui dentro, com apoio às indústrias que exportam para os Estados Unidos”, afirma Bier.
Agenda na terça
O presidente do Sistema Fiergs participa, ainda, da reunião da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acontece na terça-feira (29), para tratar dos impactos da medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A CNI reforçou nesta segunda (28), em nota oficial, nota, a necessidade de “se manter o bom senso nas negociações com os EUA e que não há justifica econômica e comercial para justificar a elevação da tarifa”.
Ao longo das últimas semanas, o Sistema Fiergs tem realizado uma série de ações para reverter ou minimizar os efeitos das tarifas. Fruto dessa mobilização, o governo do Rio Grande do Sul anunciou, na sexta-feira (25), por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), R$ 100 milhões em crédito subsidiado.
Além disso, foram realizadas reuniões com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com outras federações e sindicatos industriais, e uma reunião exclusiva com o vice-presidente Alckmin, em que setores produtivos gaúchos puderam apresentar suas demandas.
Impactos no RS
De acordo com estudo da CNI, o Rio Grande do Sul será o segundo estado mais impactado do País, com uma estimativa de queda de R$ 1,9 bilhão no seu PIB. Esse dado evidencia um risco real de retração no faturamento, suspensão de investimentos e perda de empregos em cadeias produtivas essenciais para nossa economia.
Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial no setor de transformação, respondendo por US$ 1,8 bilhão (11,2%) das exportações do RS em 2024. Atualmente, 1,1 mil indústrias gaúchas exportam para os EUA, representando 10% do total nacional.