Em reunião na última segunda-feira (21), em Brasília, o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, apresentou ao presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, as demandas da indústria gaúcha em relação ao impasse com o aumento das tarifas impostas pelo governo dos EUA a produtos brasileiros. O tarifaço de 50% está previsto para começar em 1º de agosto.
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Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Entre os pontos abordados pela entidade, está a manutenção da atual tarifa ou a prorrogação por ao menos 90 dias caso os novos percentuais sejam adotados. A negociação, conforme a Fiergs, é essencial para que se evite retaliações ou escaladas comerciais, priorizando uma estratégia de diplomacia empresarial.
Em evento do Sistema Fiergs nesta terça (22), Bier falou sobre a possibilidade de prorrogação da tarifa atual (10%). “O que o Alckmin nos disse é que até se esgotar, antes do dia 31 de julho, não poderiam pedir prorrogação, apenas quando chegar o dia 1º de agosto. Vemos que o governo brasileiro não quis ceder, não quer adiantar uma negociação, então, antes de 31 de julho não vemos esta possibilidade.”
Bier ressalta a preocupação do Sistema Fiergs com os efeitos que as tarifas trarão ao RS, uma vez que 99% das exportações do Estado aos EUA são de bens industriais.
Conforme estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Rio Grande do Sul será o segundo estado mais impactado do País, com uma estimativa de queda de R$ 1,9 bilhão no seu PIB em um ano.