A Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado (Fecomércio-RS) participou da reunião com o governador Eduardo Leite e lideranças do setor produtivo na última sexta-feira (18). O encontro reuniu dados sobre a relação comercial entre o Rio Grande do Sul e os Estados Unidos.

Foto: Carlos Macedo/Fecomércio
VEJA TAMBÉM: “Censura e perseguição”, dizem políticos gaúchos aliados de Bolsonaro sobre decisão do STF
A manhã da sexta-feira (18) também foi marcada pela operação da Polícia Federal envolvendo Jair Bolsonaro. O ex-presidente é investigado por obstrução de Justiça, coação processual e ataque à soberania nacional. Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica e respeitar toque de recolher.
Logo após a reunião com Leite, o presidente da Fecomércio-RS, Luis Carlos Bohn, enviou um vídeo para os mais de 100 sindicatos empresariais da base da entidade. No relato, Bohn afirma que “após diversas afrontas ao longo deste governo, nas últimas horas, o presidente da República escalou uma briga com os Estados Unidos que só traz prejuízos para a nossa economia.”
Na mensagem, Bohn diz ainda que “não podemos permitir que interesses políticos afundem o país em uma guerra comercial com a maior economia e mais longeva democracia do mundo, um importante e histórico parceiro brasileiro.”
No vídeo, o dirigente destaca que o impasse entre EUA e Brasil foi “fortemente agravado pelos acontecimentos desta manhã (18), que representam mais uma grave afronta à liberdade de um ex-presidente que ainda sequer teve seu julgamento concluído, autorizados pelo ministro do STF que vem sendo muito questionado pela população brasileira neste tema.”
O tarifaço
Em relação a cobrança de 50% em produtos brasileiros que entrarem em território norte-americano a partir de 1º de agosto, Bohn afirma que a entidade está avaliando os impactos para o comércio gaúcho e buscando soluções para este problema.
“Estamos apoiando um caminho de descentralização das negociações com os Estados Unidos, por meio dos estados e outros agentes, pois o presidente da República está deixando claro que não podemos depender dele e de sua diplomacia para isso”, disse Bohn.
A Fecomércio-RS destaca que “seguirá atenta e se posicionando, sempre no sentido de garantir que liberdades individuais sejam respeitadas em nosso país e de proteger e promover o desenvolvimento da economia.”