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TARIFAÇO: ACI envia carta ao presidente Lula; saiba o que diz o documento

Diretor Fauston Saraiva assina solicitação enviada ao governo federal após anúncio do Plano Brasil Soberano; veja detalhes

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 14/08/2025 às 11h:39 Última atualização: 14/08/2025 às 11h:47
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O tarifaço Trump segue mobilizando entidades da região na busca por soluções para mitigar os impactos causados pela cobrança de 50% em produtos brasileiros que entram em território dos EUA.

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Na quarta (13), após o anúncio do Plano Brasil Soberano, pelo governo federal, a Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) encaminhou correspondência ao presidente Lula.

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Fauston Saraiva | abc+



Fauston Saraiva

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

Conforme adiantado pelo ABCmais na quarta (13), a entidade, com sede em Novo Hamburgo, espera por medidas mais amplas que possam preservar empregos das exportadores e demais fornecedores da cadeia.

O documento assinado pelo diretor Fauston Saraiva destaca que as medidas anunciadas, incluindo a abertura de linhas de crédito facilitadas, a suspensão temporária da cobrança de tributos e a aquisição pública de mercadorias perecíveis, representam um passo inicial positivo e oportuno para aliviar pressões imediatas sobre as empresas diretamente impactadas.

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Mas, conforme a ACI, o plano de contingência não ataca “as raízes estruturais do desafio, deixando o setor produtivo vulnerável a recorrências futuras”. 

“Elas demonstram sensibilidade do governo federal frente à urgência da situação, ajudando a evitar demissões em massa e o desperdício de bens essenciais no curto prazo. No entanto, essas ações são meramente transitórias e paliativas”, explica.

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Na carta, a ACI argumenta que, para uma resposta efetiva e sustentável, faz-se necessário adotar medidas mais robustas e permanentes, capazes de restaurar a competitividade das indústrias nacionais.

Dentre elas, destaca a desoneração da folha de pagamento, que reduziria os custos trabalhistas e incentivaria a manutenção e criação de empregos formais, especialmente em setores intensivos em mão de obra como o coureiro-calçadista.

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“Isenções fiscais, como a redução ou eliminação de impostos sobre insumos e exportações, seriam cruciais para equilibrar o jogo internacional, considerando que o Brasil já enfrenta uma carga tributária elevada – superior a 33% do PIB, segundo dados do IBGE -, o que agrava a desvantagem competitiva frente a economias com regimes fiscais mais flexíveis”, avalia o diretor da ACI.

Sem tais ações estruturais, enfatiza a ACI, a produção nacional corre o risco de estagnar, com consequentes perdas de mercado para concorrentes internacionais e um aumento no desemprego estrutural, que já atinge níveis preocupantes em nosso País.

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