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TARIFAÇO: Em nova carta enviada ao governo federal, ACI detalha medidas para enfrentar taxa de Trump

Documento foi endereçado ao vice-presidente Geraldo Alckmin; entenda as solicitações

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 28/08/2025 às 16h:40 Última atualização: 28/08/2025 às 16h:46
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A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) encaminhou uma nova correspondência ao governo federal nesta quinta-feira (28).

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O documento, endereçado ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, faz referência aos impactos da taxação de 50% imposta pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros.

Sede da ACI em Novo Hamburgo | abc+



Sede da ACI em Novo Hamburgo

Foto: Divulgação ACI

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Na carta, a entidade regional solicita a adoção de medidas mitigatórias urgentes. Além disso, requer agenda com o vice-presidente ou sua equipe técnica a fim de explorar soluções conjuntas que beneficiem o setor produtivo nacional.

A ACI ressalta que a medida tarifária afeta diretamente a competitividade das exportações nacionais, tendo impactos imediatos e severos em diversas cadeias produtivas, ameaçando empregos, investimentos e o equilíbrio econômico de regiões inteiras. Na região, o setor mais afetado é o coureiro-calçadista

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“No contexto global de instabilidade comercial, a demora em negociações ou respostas concretas por parte do Governo Federal agrava a vulnerabilidade de nossas indústrias, que já enfrentam desafios como a volatilidade cambial, os altos custos logísticos e a concorrência desleal de mercados asiáticos”, afirma o presidente Robinson Klein, que assina a correspondência, juntamente com o diretor Fauston Saraiva.

Veja o que a ACI solicitou ao governo:

• Implementação de linhas de crédito subsidiadas e facilitadas para capital de giro e investimentos em modernização tecnológica, visando diversificar mercados e reduzir a dependência do comércio com os Estados Unidos;

• Aceleração de negociações bilaterais ou multilaterais, inclusive por meio de acordos comerciais alternativos com blocos como a União Europeia ou o Mercosul ampliado, para abrir novas rotas de exportação;

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• Incentivos fiscais temporários para a inovação e a sustentabilidade, como deduções no Imposto de Renda para investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos com menor impacto ambiental, alinhando-se às demandas globais por práticas ESG;

• E, especialmente, a desoneração da folha de pagamento, que se mostra essencial para aliviar os custos trabalhistas e manter a empregabilidade. Ressaltamos que essa medida não deve ser concedida apenas às empresas exportadoras diretas para os Estados Unidos, mas estendida a toda a cadeia produtiva envolvida nesse mercado, incluindo fornecedores de insumos, logística e serviços auxiliares, garantindo assim uma recuperação mais ampla e inclusiva.

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Importância do pedido

De acordo com Robinson Klein, se adotadas com celeridade, as iniciativas “não apenas mitigariam os impactos imediatos, mas também fortaleceriam a resiliência da indústria brasileira frente a futuras barreiras comerciais, promovendo um ambiente mais favorável ao crescimento econômico e à geração de empregos qualificados.”

O documento finaliza dizendo que a ACI e seus associados estão à disposição para colaborar com dados, estudos e propostas adicionais, bem como para o diálogo construtivo entre o setor privado e o poder público.

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