O segmento coureiro-calçadista é um dos mais afetados pela medida tarifária do governo de Donald Trump. A cobrança de 50% sobre produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano começou no dia 6 de agosto e tem prejudicado os negócios no Brasil e nos EUA. A região segue mobilizada para reverter a situação.

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial
Em uma parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), o movimento The South Base, antigo Pacto Calçadista, se tornou membro da FDRA (Footwear Distributors and Retailers of America), principal entidade do varejo e distribuição de calçados dos Estados Unidos. As iniciativas do projeto, que nasceu do Vale do Sinos, foram demandadas pela própria entidade norte-americana. Agora, lideranças da região buscam uma negociação direta com a Casa Branca.

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Logo após o anúncio do tarifaço, a ACI se reuniu com o cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green, e apresentou o The South Base. A entidade, com sede em Novo Hamburgo, também enviou um documento ao presidente Lula onde solicita medidas mais robustas para auxiliar indústrias afetadas, além de um caminho diplomático.
“Na época da pandemia tivemos reuniões com a FDRA que pediu para avançarmos na questão da exportação para os Estados Unidos. Veio como uma diretiva interna deles para reduzir a dependência interna do mercado asiático. Com o Pacto Calçadista/The South Base a ACI se associou a FDRA e agora pedimos pra que nos ajudem a resolver isso. Queremos ter a oportunidade de falar com representantes da Casa Branca. O pleito é a retirada do setor calçadista da lista de tarifados ou ao menos ter a diminuição desta tarifa”, explica Klein.