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ECONOMIA

TARIFAÇO: Antecipação de férias e jornadas reduzidas entre as alternativas para a preservação de empregos no RS; entenda

Setor calçadista é um dos mais impactados pela tarifa de 50% sobre produtos que entram nos EUA; veja detalhes

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 17/08/2025 às 13h:33
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O tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros está ativo desde o último dia 6. A medida do governo de Donald Trump tem impactado indústrias do RS. O Sistema Fiergs segue mobilizado para encontrar soluções que amenizem as duras consequências para as empresas exportadoras. Na última sexta (15), a Fiergs realizou uma segunda reunião com CUT-RS, Força Sindical e federações de trabalhadores para tratar sobre a preservação de empregos.

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Reunião entre as federações e sindicatos ocorreu na sexta (15), na sede da Fiergs | abc+



Reunião entre as federações e sindicatos ocorreu na sexta (15), na sede da Fiergs

Foto: Lucas Machado/Fiergs

Os participantes defenderam a negociação coletiva como forma de dar fôlego às indústrias gaúchas. Nesse caso, poderiam ser analisadas alternativas como antecipação de férias, utilização de feriados e banco de horas.

Além disso, conforme o Sistema Fiergs, as entidades laborais e patronais devem elaborar propostas mais robustas que serão apresentadas ao Ministério do Trabalho e Emprego. Entre as possibilidades levantadas na reunião, estão a suspensão de contratos de trabalho e a redução de salários com complementação por parte do governo federal, com adoção de jornadas reduzidas sem prejuízo à renda dos trabalhadores.

“Nossa ideia é atuar em conjunto para formatar uma proposta, pois não sabemos por quanto tempo esse impasse comercial vai durar. Queremos estimular a negociação coletiva e propor medidas concretas ao governo federal”, afirma o coordenador do Conselho de Relações do Trabalho da Fiergs, Guilherme Scozziero.

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O coordenador do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira do Sistema Fiergs (Combase) e presidente do Sindimadeira RS, Leonardo De Zorzi, destacou a necessidade de enfrentar o desafio econômico, especialmente nos municípios menores, para que não ocorram desligamentos em massa.

“Diferentemente das grandes cidades, os municípios menores muitas vezes dependem diretamente da atividade econômica exportadora, como o setor madeireiro. Já há relatos de demissões nesse segmento”, disse. Segundo ele, 2,5 mil empregos industriais e 350 postos na colheita estão ameaçados pelas tarifas.

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Os representantes, tanto dos empresários quanto dos trabalhadores, também defenderam que as medidas propostas sejam direcionadas apenas às empresas diretamente afetadas pelas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, informou que os sindicatos laborais também estão comprometidos na busca de soluções. “Ninguém sairá ileso. Precisamos defender políticas que mantenham os postos de trabalho. Podemos discutir a redução da jornada sem comprometer a renda, além de investir em qualificação para os trabalhadores”, observa.

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Setor calçadista

Outro setor fortemente impactado é o calçadista, que emprega 32 mil pessoas no Rio Grande do Sul. Estima-se que cerca de 4 mil empregos estejam em risco.

“O sapato exportado aos EUA é um produto de moda, desenvolvido especialmente para o consumidor americano. Não é possível redirecionar a produção com facilidade. Precisamos encontrar soluções para dar fôlego às empresas e evitar demissões”, destaca o diretor do Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Ciergs) e presidente do Sindicato da Indústria de Calçados do RS (Sicergs), Renato Klein.

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