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DEVASTOU A JAMAICA

Recorde mundial: Furacão entra para história com rajadas de vento acima de 405 km/h no Atlântico

Fenômeno considerado "monstro" passou máximas registradas no Tufão Megi, que havia alcançado 399 km/h em 2010

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Publicado em: 25/11/2025 às 17h:18 Última atualização: 25/11/2025 às 17h:18
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O furacão Melissa entrou para a história. O “monstro” que atacou o Caribe em outubro teve oficialmente as rajadas de vento mais fortes registradas dentro de um furacão, com 405,5 km/h, medida feita por um avião Caçador de Furacões da NOAA antes do sistema tocar o solo da Jamaica.

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Conforme a MetSul, o feito foi confirmado após rigorosa verificação técnica. Antes de Melissa, a maior intensidade em questão de vento havia sido o Tufão Megi, no Pacífico Oeste, em 2010, com 399 km/h.

Furacão Melissa | abc+



Furacão Melissa

Foto: CIMSS/MetSul

Segundo o meteorologista Luiz Nachtigall, da MetSul, a medição ocorreu quando a aeronave atravessava a parede do olho do Melissa, que já havia alcançado a categoria 5, máxima da escala de furacões. A intensidade do sistema fez com que a tripulação deixasse o furacão antes do previsto, mas um conjunto de sondas foi lançado para medir parâmetros essenciais do ciclone, como pressão, temperatura, umidade e vento.

Assim que o dado de 405,5 km/h chegou via satélite ao Centro Nacional de Furacões (NHC), o órgão solicitou análise do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (USNSF NCAR) – centro é responsável pelo desenvolvimento e certificação das sondas usadas em missões aéreas. Ainda de acordo com o meteorologista, após testes e checagens detalhadas, nenhuma anomalia foi encontrada, validando o novo recorde mundial.

Um dos mais intensos já registrados

Melissa foi um dos ciclones mais intensos já registrados no Atlântico. No total, 102 pessoas morreram, sendo 54 na Jamaica e 43 no Haiti. 

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O furacão devastou amplas áreas da Jamaica, especialmente nos condados de Westmoreland e Saint Elizabeth, onde comunidades próximas ao ponto de impacto sofreram destruição quase total.

A combinação de ventos extremos, chuva intensa e forte tempestade marítima provocou colapso de infraestrutura, perdas agrícolas massivas, interrupção prolongada das telecomunicações e inundações que dificultaram o resgate.

Os efeitos colaterais também atingiram o Haiti, onde as bandas externas geraram enchentes e deslizamentos que ampliaram o saldo de vítimas. 

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