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NUTRIÇÃO

Farinha de semente de girassol pode substituir carne? Cientistas brasileiros descobrem alimento rico em proteínas

Análise feita por cientistas brasileiros, junto a instituto da Alemanha, descobriu novo potencial do girassol

Publicado em: 05/11/2025 às 15h:53 Última atualização: 05/11/2025 às 15h:54
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Farinha de óleo de semente de girassol pode ser uma substituta da carne nas refeições? É o que descobriram cientistas brasileiros do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), junto ao Instituto Fraunhofer IVV da Alemanha.

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Farinha analisada foi feita com sementes de girassol | abc+



Farinha analisada foi feita com sementes de girassol

Foto: Freepik

Não é novidade que o óleo de girassol é nutritivo, sendo amplamente utilizado na Europa, além da farinha da planta ser uma fonte promissora de proteína. Conforme o estudo, ela semidesnatada contém até 35,5 gramas.

Pensando nisso, e no fato de que o girassol não é geneticamente modificado, os cientistas decidiram estudar como seria usar o farelo para produzir alimentos sustentáveis.

“O que é muito relevante diante da crescente demanda dos consumidores por opções sustentáveis e de origem vegetal”, afirmou a Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Mini-hambúrguer de girassol

Para que a farinha de semente de girassol pudesse ser consumida por humanos, os cientistas tiraram as cascas dos grãos. Também foram retirados os compostos fenólicos, que são substâncias que reduzem a digestibilidade da farinha, além de deixá-la com uma coloração escura.

Depois, eles elaboraram duas formulações das misturas alternativas à carne, como foram chamadas:

•na primeira, incorporaram a farinha dos grãos torrados;
•na segunda, usaram a proteína texturizada do girassol;

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Ambas foram enriquecidas com tomate em pó, especiarias e uma mistura de fontes de gordura composta por óleos de girassol, oliva e linhaça.

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Farinha analisada foi feita com sementes de girassol | abc+



Farinha analisada foi feita com sementes de girassol

Foto: Science Direct/Reprodução

As massas foram moldadas em mini-hambúrgueres e assadas. Quando prontas, elas passaram por avaliações sensoriais e físico-químicas, além de aceitabilidade.

E o produto foi, no geral, bem aceito. Apesar das críticas quanto à “textura seca” e não ser suculento, o aroma e a aparência foram elogiados.

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Grande potencial

Segundo o estudo, publicado na revista científica Science Direct e que teve apoio da Fapesp, a farinha de girassol como ingrediente tem um grande potencial para fazer parte do sistema de alimentos sustentáveis.

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O resultado das análises da massa já pronta mostraram que a versão feita com proteína texturizada teve uma consistência superior, além de altos teores de proteína e gorduras benéficas à saúde, como os ácidos graxos monoinsaturados.

Já a opção que foi preparada com proteína texturizada, teve um teor mineral significativo quando comparado à ingestão diária recomendada, especialmente de: ferro, com 49%; zinco, 68%; magnésio, 95%; e manganês, 89%.

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Embora tenham encontrado desafios para harmonizar a parte nutricional com o aspecto sensorial do alimento, a carne demonstrou “resultados promissores em termos de valor nutricional e aceitação de consumidores”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Agora, mais estudos devem focar em refinar a formulação da farinha de girassol para torná-la mais agradável ao público, tanto em sabor quanto em textura e visual.

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