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Polícia

Ataque que deixou filho morto e mãe em coma em Canoas tem presos: "Poderiam ter matado mais em condomínio"

Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva na manhã desta quinta-feira (26)

Publicado em: 26/03/2026 às 12h:15 Última atualização: 26/03/2026 às 12h:18
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Três pessoas foram presas durante buscas a um grupo armado que matou um jovem de 20 anos e feriu a mãe dele em Canoas nesta quinta-feira (26). As prisões ocorreram durante operação da Polícia Civil.

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O ataque a tiros, no dia 21 de janeiro, começou quando um grupo armado invadiu o Condomínio Arlindo Gustavo Krentz, no bairro Rio Branco, e disparou dezenas de vezes. Além de matar o alvo do ataque, sete disparos atingiram uma mulher de 54 anos.

Operação nesta quinta-feira (26) mirou e acertou integrantes de facção criminosa em Canoas | abc+



Operação nesta quinta-feira (26) mirou e acertou integrantes de facção criminosa em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

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A ação organizada por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas cumpriu 13 mandados, entre ordens de prisão preventiva, busca e apreensão em Canoas e Sapucaia do Sul.

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Presos

Dois dos três presos tiveram participação direta no ataque. O terceiro foi preso em flagrante por estar com um revólver calibre 38 usado para “proteção pessoal”.

Segundo a delegada Graziela Zinelli, que responde pela DP de Homicídios de Canoas, a investigação prossegue visando a captura de outros suspeitos do ataque, mas a solução do crime hediondo está bem encaminhada.

“Foi um ataque com violência desmedida e poderiam ter matado mais pessoas no condomínio”, destacou. “É um milagre até que a mãe sobreviveu. Foi ferida nos braços e abdômen e permanece em coma desde então”, lamentou.

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Por trás do crime, estão desavenças relacionadas ao tráfico de drogas e entorpecentes. Isso porque o jovem alvo dos criminosos pretendia fechar uma “biqueira”, ponto de venda, na gíria policial.

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“Como motivação para o ataque, soubemos de versões de que a vítima largaria o negócio”, esclarece Graziela. “Também ouvimos que ele queria expandir em outro lugar, então o que se sabe mesmo é que houve uma desavença entre eles.”

Condomínio Arlindo Gustavo Krentz segue monitorado pela polícia desde o atentado no dia 21 de janeiro | abc+



Condomínio Arlindo Gustavo Krentz segue monitorado pela polícia desde o atentado no dia 21 de janeiro

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

Prioridade

O assassinato cometido no Condomínio Arlindo Gustavo Krentz ocorreu após um hiato de dois meses sem “crimes contra a vida” em Canoas.

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O caso permanece conhecido como o único homicídio consumado cometido na cidade durante o primeiro semestre deste ano.

“Permanecemos investigando casos antigos, contudo a solução deste homicídio era prioridade para garantir a responsabilização dos envolvidos”, reforça a delegada.

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Canoas recebeu, no ano passado, a classificação de “cidade segura” perante a Organização das Nações Unidas (ONU).

Foram 30 homicídios cometidos em 2025, número considerado “aceitável” pela ONU para cidades com população superior a 300 mil habitantes.

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Assassinato brutal cometido em janeiro permanece como único caso consumado de homicídio, em Canoas | abc+



Assassinato brutal cometido em janeiro permanece como único caso consumado de homicídio, em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

Hediondo

O Condomínio Arlindo Gustavo Krentz permanece sob vigilância do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) desde o assassinato cometido no dia 21 de janeiro.

O empreendimento popular localizado na Rua Machadinho, no bairro Rio Branco, é conhecido da polícia por um longo histórico de violência e mortes.

Em 2021, no último caso notório ligado ao endereço, uma jovem acabou esquartejada por criminosos, sendo posteriormente colocada em uma mala.

A mala encontrada meses depois em uma vala a metros do endereço levou a ações enérgicas das polícias no condomínio e culminou nas prisões dos assassinos.

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