A ré Kauana Nascimento, acusada do assassinato da própria filha Anna Pilar Cabrera, aceitou depor no interrogatório realizado no Fórum de Novo Hamburgo nesta terça-feira (16). Ela respondeu aos questionamentos do juiz Flávio Curvello Martins de Souza, do Ministério Público e de sua própria defesa.
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Durante interrogatório, Kauana relatou que teve uma gravidez difícil, com complicações desde a gestação.
Ela sustenta que, na época do crime, passava por um momento de tensão em sua vida pessoal e que “não queria partir desse mundo sem a filha”.
Ao juiz, ela comentou não lembrar do momento em que teria desferido as facadas contra a menina. O mesmo discurso foi sustentado pela ré ao promotor.
LEIA MAIS: “O senhor tem filhos? Então sabe o que sinto”, diz pai da menina morta pela mãe em Novo Hamburgo
Um dos momentos de maior tensão do júri foi quando o promotor leu o depoimento que Kauana deu a perícia após a morte da filha. Na ocasião, ela teria dito que “estava se sentindo muito mal, com vontade de tirar sua vida e da filha. ‘Enfiei uma faca nas costas dela e ela começou a chorar e gritar’”.
Ao ouvir a frase, o pai de Anna Pilar, Andrès Cabrera, foi às lágrimas. A ré afirmou não lembrar da fala.
Ainda durante o depoimento, a defesa de Kauana a questionou sobre como foi a infância dela, que respondeu ter sido abusada quando criança.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Ao advogado, Kauana também relatou que a filha necessitava muitos cuidados de saúde, com suspeitas de que ela poderia ter TDAH ou autismo. Etapas que teriam sido enfrentadas sozinhas pela mãe, sem a participação do pai.