abc+

Caso do fotógrafo

CASO DO FOTÓGRAFO MORTO: Defesa de condenada considera sentença injusta e quer novo júri; veja declaração

Sentenciada a 26 anos e oito meses de prisão, Paula Caroline Ferreira Rodrigues segue foragida da Justiça

Publicado em: 16/03/2026 às 16h:52 Última atualização: 16/03/2026 às 16h:53
Publicidade

Foi há quase uma semana, na última terça-feira (10), que a Justiça bateu o martelo e condenou Paula Caroline Ferreira Rodrigues a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni.

Publicidade

A condenada segue considerada foragida da Justiça. Isso porque Paula não compareceu à sessão do Tribunal do Júri organizada pela 1ª Vara Criminal de Canoas. Também não é vista desde dias antes do julgamento.

Sessão do júri que condenou Paula Caroline Ferreira Rodrigues ocorreu na última terça-feira (10) | abc+



Sessão do júri que condenou Paula Caroline Ferreira Rodrigues ocorreu na última terça-feira (10)

Foto: NICOLE GOULART/GES-ESPECIAL

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS

Advogado de defesa de Paula, Rodrigo Schmitt declarou, na tarde desta segunda-feira (16), que ingressou com uma apelação para que o julgamento da cliente seja anulado para que seja feita “justiça”. “Ingressei com apelação para anular o julgamento que condenou a Paula e restabelecer a justiça neste caso”, informou o defensor.

Na avaliação do advogado, foram cometidos erros durante o processo que condenou a cliente, tendo em vista que Paula estava em liberdade após ser absolvida durante sessão do júri que ocorreu no final de 2023.

Publicidade

“O juiz adiou o júri para o dia 10, porém, no dia 10, eu já estava intimado para uma audiência de uma grande operação”, explica. “Até quem não é do direito sabe que o advogado de defesa deve comparecer na audiência. Porém, o magistrado nomeou um advogado de confiança dele. Então, foi feito um julgamento sem nenhum advogado de confiança dela presente”, reforça.

Paula teve o mandado de prisão preventiva expedida pela Justiça no dia 26 de fevereiro, medida tomada para garantir a presença da ré no julgamento, mas ela acabou não sendo mais achada.

O paradeiro da condenada ainda não é conhecido. A Polícia Civil organiza operações pontuais na tentativa de recapturá-la, conforme apontou o delegado Marco Guns, responsável pela apuração que levou Paula à cadeia na época da morte do fotógrafo.

Publicidade

Entenda o caso

Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi sentenciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Conforme parecer do Ministério Público, Gustavo Bertuol Gargioni estava em um relacionando com Paula sem saber que ela namorava Juliano Biron, liderança de uma das mais perigosas facções criminosas do Estado.

Publicidade

Preso semanas após o assassinato do fotógrafo, Juliano Biron foi condenado em 2020 a uma pena de 20 anos e oito meses de prisão. Fugiu da cadeia, mas acabou recapturado e está novamente preso.

Paula, por outro lado, acabou presa em 2016. Deveria ter sido julgada em 2020, mas houve consecutivos adiamentos da sessão do júri, que ocorreu no final de 2023, quando ela garantiu absolvição diante do júri.

Publicidade