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Justiça

"Conduta desprezível e de intensa crueldade": Ex-secretária de Canoas é denunciada por comandar eutanásias ilegais de cães e gatos

Antes conhecida como protetora dos animais, Paula Lopes determinava a execução de cães e gatos, conforme o MP

Publicado em: 01/07/2026 às 17h:02 Última atualização: 01/07/2026 às 17h:03
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A ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, e outras oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) nesta quarta-feira (1º) por eutanásia ilegal de cães e gatos e outros crimes relacionados a maus-tratos contra animais domésticos.

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Os crimes foram cometidos ao longo de 2025 na secretaria canoense e em outros locais da cidade, bem como em Porto Alegre, onde os animais domésticos estavam abrigados para tratamento de doenças.

Ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes acabou presa pela Polícia Civil  | abc+



Ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes acabou presa pela Polícia Civil

Foto: Paulo Pires/GES

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Comandava execução

Segundo a denúncia do MPRS, os crimes foram comandados por Paula, que usou o poder de comando para determinar a execução de eutanásia dos animais.

A denunciada não tinha formação técnica em Medicina Veterinária, sem respaldo em exames laboratoriais que apontassem doenças ou problemas de saúde que justificassem o procedimento.

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Outras oito pessoas também foram denunciadas por participação nos crimes. Uma delas é uma policial civil, que acessou e repassou dados restritos à ex-secretária para favorecer a prática criminosa.

Associação entre denunciados

O MPRS também denunciou uma associação, fundada e mantida pela então secretária, por participação em crimes de maus-tratos em três episódios.

Conforme a denúncia, a entidade foi usada em ações que envolviam arrecadação de valores para supostos tratamentos de animais. O dinheiro era revertido para a ex-secretária e o marido.

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Ainda, uma das pessoas denunciadas é uma policial civil, que acessou e repassou dados restritos à ex-secretária para favorecer a prática criminosa.

“Conduta é desprezível”

O MPRS pede a aplicação de sanções previstas na legislação ambiental e penal, como a proibição de guarda de animais, perda de bens relacionados aos crimes e perda de cargo e função públicos.

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Para o promotor de Justiça Leonardo Giardin de Souza, responsável pela ação, não é possível oferecer acordo para evitar o processo penal porque os crimes envolvem violência.

“A conduta é desprezível e de intensa crueldade, seja pela perspectiva da proteção do meio ambiente e das vidas dos animais, seja por considerar a dor causada nos tutores”, destaca. “Isso não se limita aos moradores de Canoas, mas reforça o sofrimento que eles viveram desde a enchente de maio de 2024. As eutanásias ilegais foram feitas em massa e com objetivos fraudulentos.”

Em tempo, Paula Lopes acabou presa no último dia 24, durante a segunda fase da batizada Operação Carrasco, que investigava os crimes cometidos em série em Canoas desde que ela assumiu a Secretaria do Bem-Estar Animal, em Canoas. 

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O espaço está aberto para manifestação da defesa.

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