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JUSTIÇA

Família Aguiar: Policial militar e mais dois viram réus por feminicídios e homicídio em Cachoeirinha

Trio também responde por ocultação de cadáver

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Publicado em: 04/05/2026 às 20h:41 Última atualização: 04/05/2026 às 20h:44
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O policial militar de Canoas Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, virou réu por duplo feminicídio, homicídio e ocultação de cadáver no caso da família Aguiar. A denúncia do Ministério Público contra o brigadiano, a atual companheira e o irmão dele foi aceita nesta segunda-feira (4) pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Cachoeirinha, Márcio Barbieri Homem.

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 Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira e Isail | abc+



Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira e Isail

Foto: REPRODUÇÃO

As vítimas são a ex-companheira do acusado, Silvana de Aguiar, 48, e os pais dela, Isail Aguiar, 69, e Dalmira German Aguiar, 70. Os três desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro deste ano.

A atual companheira do brigadiano foi denunciada por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Um irmão do policial foi denunciado por três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.

LEIA MAIS: Família Aguiar: Por que a morte da ex-sogra de PM passou a ser tratada como feminicídio?

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As mães do PM e da atual companheira dele não foram denunciadas por associação criminosa. O promotor determinou a apuração em separado do crime de fraude processual, com a finalidade de avaliar a possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal.

Já quanto a um amigo do casal, o promotor entendeu pelo arquivamento dos indiciamentos por fraude processual e associação criminosa. Em relação ao falso testemunho, o promotor determinou apuração específica.

Crimes graves cometidos de forma articulada

Em coletiva de imprensa, nesta manhã, o Ministério Público deu novos detalhes sobre o desaparecimento da família Aguiar. O promotor de Justiça Caio Isola de Aro descreveu a sequência de crimes graves praticados de forma articulada, com três vítimas mortas e corpos ainda não localizados.

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Segundo o MP, Silvana foi morta na noite de 24 de janeiro, em sua residência, no bairro Parque Granja Esperança, em Cachoeirinha. No dia seguinte, os pais foram atraídos por mensagens e ligações fraudulentas, simuladas como se fossem feitas pela filha, e mortos em locais distintos da cidade.

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A denúncia aponta que a motivação dos crimes está relacionada a conflitos envolvendo a guarda e a convivência do filho de Silvana com o PM, de 9 anos.

Cristiano também foi denunciado por falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz. Além da perda do cargo na Brigada Militar, o MP pediu a incapacidade para o exercício do poder familiar.

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