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23º FEMINICÍDIO EM 2026

"Havia reatado com ele e acabou morta": O que se sabe sobre o caso da mulher assassinada pelo companheiro no Vale do Sinos

A 23ª vítima de feminicídio no RS em 2026, Daiane Rosa Zastrow, 39 anos, foi atacada a facadas na última terça-feira (17)

Publicado em: 20/03/2026 às 12h:24 Última atualização: 20/03/2026 às 14h:06
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Detalhes do 23º feminicídio do RS em 2026 foram revelados pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (20). A mais recente vítima da onda de violência contra as mulheres é Daiane Rosa Zastrow, de 39 anos, que foi morta a facadas pelo companheiro, de 60, na última terça-feira (17), em Esteio.

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O delegado Cristiano Reschke e a delegada Marcela Smolenaars esclareceram o caso para a imprensa na manhã desta sexta-feira (20) | abc+



O delegado Cristiano Reschke e a delegada Marcela Smolenaars esclareceram o caso para a imprensa na manhã desta sexta-feira (20)

Foto: PAULO PIRES/GES

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O suspeito, que já tinha passagens por violência doméstica, foi capturado por volta das 18h30 de quinta-feira (19). A prisão preventiva aconteceu em uma casa no bairro Pasqualini, em Sapucaia do Sul.

LEIA TAMBÉM: RS já monitora quase mil agressores com tornozeleira; enquanto Senado avança em lei para ampliar medida no país

Histórico de ocorrências

A última registro de Daiane contra o companheiro ocorreu no dia 26 de fevereiro. “Havia um histórico de ocorrências do casal”, explica a delegada Marcela Smolenaars. “No último dia 26, ela voltou a procurar a polícia para prestar queixa por ameaça, mas havia reatado com ele e acabou morta.”

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Daiane estava morando na casa do irmão, em Esteio, conforme a Polícia Civil. A residência foi invadida pelo suspeito durante a madrugada. Ela foi morta com diversos golpes de faca.

“Temos imagens de câmeras de segurança do indivíduo saindo sozinho da casa às 5h05 da manhã da última terça-feira”, aponta a delegada. “Ele não possui residência fixa, então não foi fácil achá-lo.”

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

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Medida protetiva

A Polícia Civil apontou que o suspeito não havia sido intimado pelo oficial de Justiça acerca da medida protetiva, razão pela qual o instrumento de proteção criado pelo judiciário não estava vigente.

“O oficial de Justiça não localizou o indivíduo e ele não acabou intimado sobre a medida protetiva. Ele era uma pessoa que não tinha residência fixa. Não foi fácil nem para nós encontrá-lo”, esclareceu a delegada.

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Marcela lamentou que muitas vezes a vítima procura a polícia, mas não quer representar criminalmente contra o agressor, porque não quer que ele seja punido pela lei, o que complica o trabalho da polícia.

“Isso dificulta muito nosso trabalho de proteção”, observa. “Nesse caso, ela não quis representar contra ele e nem o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha”, lamenta.

Confira a entrevista

Delegada Marcela Smolenaars explica detalhes sobre homem preso por matar mulher em Esteio
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Onda de violência

A morte de Daiane Rosa Zastrow marcou o 23º feminicídio no Rio Grande do Sul neste ano. A onda de violência pressiona o Estado por medidas mais enérgicas de proteção às vítimas.

“Neste tipo de caso, é muito difícil trabalhar com a prevenção”, afirma o delegado Cristiano Reschke. “Não houve falta de atenção no caso. Pelo contrário, o suspeito foi procurado em vários endereços.”

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Ainda segundo o diretor da Polícia Civil, os casos de feminicídio seguem como prioridade do órgão, com ações imediatas tomadas após a denúncia das vítimas, de maneira a cessar o ciclo da violência.

“É importante dizer que a prioridade é total em casos de agressão e, quando acontece o crime, a rápida solução é importante para os agressores entenderem que não permanecerão impunes perante a sociedade”, concluiu.

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Violência contra a mulher é crime, denuncie

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

  • Polícia Civil – 197
  • Disque-Denúncia – 181
  • Brigada Militar – 190

Em caso de gatilho, procure ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.

O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.

Telefone do CVV: 188

ACESSE O CHAT AQUI

Este é um movimento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher
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