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FEMINICÍDIO

Mulher morta a facadas em Parobé vivia relação marcada por violência, relatam filhos e vizinhos

Dina Gimenez, de 48 anos, teria identificado o companheiro como autor do ataque antes de morrer

Publicado em: 03/05/2026 às 18h:15
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*Alerta: Esta reportagem aborda a violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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O corpo de Dina Gimenez, de 48 anos, 29ª vítima de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026, é velado neste domingo (3) na Capela Mortuária Almiro Rodolfo, em Parobé. O crime aconteceu na tarde de sábado (2), no bairro Paraíso, e é o segundo caso do tipo no município neste ano.

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Dina Gimenez foi morta a facadas dentro de uma residência em um beco da Rua Alcides da Rosa | abc+



Dina Gimenez foi morta a facadas dentro de uma residência em um beco da Rua Alcides da Rosa

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Segundo informações apuradas no local, Dina foi morta a facadas dentro de uma residência em um beco da Rua Alcides da Rosa. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos. O companheiro, apontado como autor, foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional.

Testemunhas relataram também que a Brigada Militar encontrou o suspeito com uma faca ensanguentada. Um dos golpes teria atingido a perna da vítima. No local, Dina chegou a indicar o companheiro como autor da agressão.

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Relacionamento marcado por violência

Relatos de familiares indicam que a vítima vivia um relacionamento, de quatro anos, marcado por violência. Os três filhos — de 27, 19 e 15 anos — afirmam que a mãe sofria ameaças e agressões frequentes. Os dois mais velhos já não moravam com ela. O mais novo deixou a residência há cerca de três meses, após intervir em uma discussão em que o padrasto teria tentado agredir Dina.

LEIA MAIS: Emboscada e crueldade: Ex-companheiro virá réu por matar jovem de 20 anos em Parobé; entenda o caso

Vizinhos também relatam histórico de brigas constantes, com gritos ouvidos desde a sexta-feira (1º), véspera do crime. Há pouco mais de um ano, em abril de 2025, ela havia inclusive feito uma denúncia contra o homem e, no mês seguinte, solicitou medida protetiva. Apesar disso, posteriormente os dois reataram o relacionamento e voltaram a morar juntos.

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Investigação

De acordo com o delegado Francisco Leitão, responsável pelo caso, o suspeito, de 46 anos, negou inicialmente a autoria, alegando que a vítima teria se autolesionado. A versão foi descartada diante das evidências e do relato da própria vítima aos policiais e socorristas.

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O homem possui antecedentes por ameaça, lesão corporal, vias de fato e roubo. Até a tarde deste domingo, ele permanecia preso, aguardando audiência de custódia.

Dina deixa três filhos, nenhum deles em comum com o suspeito.

Primeiro feminicídio do ano em Parobé ocorreu em abril

O primeiro feminicídio registrado em Parobé em 2026 ocorreu no início de abril, quando uma jovem de 20 anos foi morta a facadas no bairro Guarani. O principal suspeito também era o companheiro da vítima, que fugiu após o crime.

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Na ocasião, o caso foi tratado como o 27º feminicídio do ano no Estado, evidenciando a escalada da violência contra a mulher no Rio Grande do Sul.

Assim como no crime mais recente, o assassinato ocorreu dentro de um contexto de relação íntima, padrão recorrente nos casos de feminicídio, frequentemente associados à violência doméstica e familiar.

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Mulher morta a facadas em Parobé é a 29ª vítima de feminicídio no RS em 2026

Violência contra a mulher é crime, denuncie

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

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"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

  • Polícia Civil – 197
  • Disque-Denúncia – 181
  • Brigada Militar – 190

Em caso de gatilho, procure ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.

O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.

Telefone do CVV: 188

ACESSE O CHAT AQUI

Este é um movimento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher
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