O professor da rede municipal de Estância Velha acusado de assédio sexual contra estudantes do ensino fundamental continua afastado de suas funções de forma preventiva. No início do ano letivo de 2025, uma nova portaria publicada no Diário Oficial do Município determinou seu afastamento por 57 dias.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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A medida foi tomada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) em 5 de fevereiro, com o objetivo de garantir a continuidade da investigação administrativa sobre as denúncias feitas por alunos no final de 2024.
Esta não é a primeira vez que o professor é afastado. No final do ano letivo de 2024, a prefeitura já havia decretado a suspensão preventiva dele. No entanto, ele recorreu à Justiça para garantir direitos trabalhistas, como o pagamento do 13º salário e férias, entre outros benefícios assegurados aos servidores públicos municipais.
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Na ocasião, uma liminar suspendeu a decisão da prefeitura. Agora, com o início do ano letivo de 2025, a Semec optou novamente pelo afastamento do servidor para que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) possa ser concluído sem interferências. Durante o PAD, o professor está proibido de ministrar aulas e de frequentar qualquer escola do município.
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A portaria ressalta que é dever do Executivo adotar medidas administrativas para preservar a ordem e a moralidade no serviço público. “A permanência do servidor em plena atividade funcional pode prejudicar a instrução do processo e favorecer a repetição dos fatos sob investigação”, afirma o documento.
Investigação da Polícia Civil não tem prazo para ser concluída
Em paralelo ao processo administrativo, a Polícia Civil continua investigando as denúncias contra o professor. O inquérito foi aberto no final de 2024, logo após as acusações serem divulgadas por ABCmais, e tem como objetivo esclarecer os relatos de sete estudantes. Segundo o delegado Clóvis Nei da Silva, responsável interino pela Delegacia de Polícia de Estância Velha, a investigação é complexa, envolvendo crianças e adolescentes, e ainda não há prazo para sua conclusão.

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“A investigação está em andamento, mas não podemos divulgar mais detalhes por se tratar de um caso sensível, que envolve menores de idade”, afirmou o delegado. O processo inclui exames periciais e depoimentos colhidos por profissionais especializados.
“Ele pega na nossa bunda”: Relato de aluno expõe comportamento inadequado
Os estudantes relataram os comportamentos inadequados do professor durante o período de pré-conselho de classe. Os depoimentos, registrados por escrito pelos próprios alunos, detalham situações que, segundo eles, já se tornaram recorrentes em sala de aula.
Em um dos relatos, um aluno do sexto ano (crianças entre 11 e 12 anos) descreveu: “O professor (nome)… quando vamos na mesa dele para perguntar alguma coisa, ele pega na nossa bunda. Não é só comigo, mas, mesmo sendo sem maldade, é chato”.
O depoimento, assim como os demais, reforça a gravidade das acusações e sugere um padrão de comportamento inadequado por parte do professor. As avaliações escritas foram entregues à direção da escola, que acionou a Semec.
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