O líder de um grupo criminoso que tentava tomar conta de um condomínio residencial em São Leopoldo recebeu um novo mandado de prisão preventiva dentro da cadeia, durante a Operação Villa Germânica, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12) pela Polícia Civil.
O homem, apontado como chefe da organização, já está preso em uma penitenciária do Estado, mas, segundo a investigação, continuava comandando as ações do grupo de dentro da cela, determinando ameaças e extorsões contra moradores do Condomínio Villa Germânica, no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo.
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A operação, coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, cumpre 13 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo. Ao todo, cerca de 190 policiais civis participam da ofensiva, com ações simultâneas em São Leopoldo, Estância Velha, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Há apoio aéreo, com o helicóptero da Polícia sobrevoando o Vale do Sinos.
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De acordo com a Polícia Civil, o grupo vinha exercendo domínio e praticando uma série de crimes dentro do condomínio, entre eles extorsão, ameaças, apropriação indébita e associação criminosa. Moradores relataram violência e grave ameaça, além de tentativas do grupo de interferir na administração interna e impor o controle sobre os serviços e as decisões condominiais.
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As investigações, que se estenderam por meses, reuniram análises documentais, escutas de áudios e depoimentos de moradores, evidenciando uma estrutura criminosa organizada. Durante a operação, os agentes buscam localizar investigados, apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam comprovar as práticas criminosas, além de interromper a influência ilícita exercida pelo grupo no condomínio.
“O objetivo é proteger os moradores, interromper a prática dos crimes e eliminar a influência da facção e de seus associados sobre a administração do condomínio”, informou a Polícia Civil em nota.
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O caso ganhou repercussão estadual após ser revelado com exclusividade pelo Grupo Sinos, que publicou áudios e provas das ameaças feitas por integrantes da organização. O material mostrou como o grupo passou a impor regras, cobrar taxas ilegais e intimidar moradores, tentando inclusive influenciar na eleição de síndico.
A gravidade da situação levou a Secretaria Estadual de Segurança Pública a acompanhar o caso de perto. O secretário Mário Ikeda determinou reforço do policiamento ostensivo da Brigada Militar no entorno e dentro do condomínio, além de destacar a importância de que as vítimas registrem boletim de ocorrência para permitir a responsabilização dos autores.