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Polícia detalha ganhos de ex-vereador de São Leopoldo com assessor fantasma e movimentações de R$ 200 mil não declaradas

Ex-vereador e assessores estão proibidos de exercer função pública ou receber recursos oriundos do poder público em qualquer esfera

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 14/07/2025 às 15h:09 Última atualização: 14/07/2025 às 15h:09
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A Polícia Civil estima que o ex-vereador de São Leopoldo Hitler Pederssetti (Podemos) tenha se apropriado de mais de R$ 72 mil com a contratação de um assessor parlamentar que, segundo a investigação, nunca exerceu função no gabinete.

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Os valores fazem parte do inquérito que apura a prática de rachadinha, contratação de funcionário fantasma e lavagem de dinheiro durante a legislatura passada, quando Hitler ocupava uma cadeira na Câmara de Vereadores.

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Agentes da Draco de São Leopoldo cumpriram mandado de busca no apartamento em que o ex-vereador reside no bairro Morro do Espelho | abc+



Agentes da Draco de São Leopoldo cumpriram mandado de busca no apartamento em que o ex-vereador reside no bairro Morro do Espelho

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Conforme o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, responsável pela Draco de São Leopoldo, a investigação comprova que o ex-vereador nomeou um servidor comissionado apenas para se apropriar da remuneração.

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Ao todo, foram 12 pagamentos mensais no valor de R$ 6.067, totalizando R$ 72.804, valor que teria sido integralmente repassado ao parlamentar à época. A quebra de sigilo bancário do assessor confirmou os repasses mensais e a ausência de movimentações que indicassem gastos pessoais com esses valores.

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Além disso, a Polícia Civil identificou movimentações bancárias não justificadas por parte de Hitler durante o mesmo período. Em 2022, o então vereador movimentou mais de R$ 200 mil sem que houvesse correspondência com sua renda oficial.

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A Polícia aponta indícios de enriquecimento ilícito, e a companheira do ex-parlamentar também é alvo do inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro, com utilização de criptoativos para ocultação de patrimônio.

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“Esse indivíduo foi contratado formalmente para não exercer função alguma. Foi nomeado apenas para que o então vereador pudesse se apropriar da remuneração mensal. Além disso, tivemos movimentações bancárias acima de R$ 200 mil que não foram justificadas pela renda dele”, detalha Martins.

Vereador e assessores estão proibidos de ocupar cargos públicos

A operação, desencadeada nesta segunda-feira (14), cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-vereador no bairro Morro do Espelho, e dois ex-assessores parlamentares nos bairros Centro e Campina. Um dos alvos, inclusive, foi o que denunciou o esquema à Polícia em maio de 2023.

Hitler Pederssetti (Podemos) é investigado por rachadinha e contratação de funcionário fantasma  | abc+



Hitler Pederssetti (Podemos) é investigado por rachadinha e contratação de funcionário fantasma

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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A Justiça também determinou medidas cautelares contra Hitler e os demais investigados, entre elas o comparecimento periódico ao Judiciário e a proibição de exercer função pública ou receber recursos oriundos do poder público em qualquer esfera.

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Conforme o delegado, o ex-vereador vai responder por corrupção ativa, enquanto os assessores responderão por corrupção passiva. Todos também são investigados por associação criminosa. A companheira do ex-parlamentar deve ser indiciada por lavagem de dinheiro.

Quem é e o que diz o ex-vereador investigado por rachadinha e contratação de funcionário fantasma
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