“Socorro, eu tenho um neto para criar! Socorro, por favor.” Essas foram as últimas palavras de Vicentina de Souza Batista, de 65 anos, que morreu após ser atingida com golpes na cabeça e facadas no pescoço e em outras partes do corpo, desferidas pelo ex-genro, que está foragido da Justiça.
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Ela se torna a 25ª mulher vítima de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. O crime ocorreu de forma cruel.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
O caso foi registrado na manhã deste sábado (4) no bairro Boa Vista, em um beco da Rua Benjamin Constant. Conforme os detalhes apurados, o homem, identificado como Valdir de Souza, conhecido como “Tubarão”, havia deixado o sistema prisional há quatro dias e teria ido até o local com a intenção de se vingar da ex-companheira.
Há pouco mais de um ano, a mulher já havia sido vítima de agressões. Em relato à reportagem, ela afirma que o ex tentou enforcá-la com fios e também atacá-la com uma faca. Na ocasião, ele foi preso.
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Após deixar a prisão, o agressor retornou à residência onde ela morava com a mãe. No momento do crime, porém, a ex-companheira estava na casa de uma amiga. Na residência, estavam apenas Vicentina e o neto, um menino de 10 anos.
A criança, contudo, saiu de casa momentos após a chegada do homem, antes do crime, para avisar a mãe sobre o retorno dele. A mulher relata que, no caminho de volta, cruzou com o suspeito na rua. Ele, então, teria feito um sinal de que a próxima vítima seria ela.
Ao chegar na residência, ela encontrou a polícia no local e a mãe já sem vida. Pela cozinha e pela sala, marcas de sangue evidenciavam a violência do crime.
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Antes de fugir, o homem retirou a tornozeleira eletrônica. Agora, além de lidar com a morte brutal da mãe, a mulher afirma temer pela própria vida diante das ameaças feitas pelo suspeito, que segue foragido e teria dito que iria matá-la.
Ela também relata que, neste momento, sente-se desamparada pelo Estado, diante da ausência de proteção no local.
Violência contra a mulher é crime, denuncie
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Foto: Grupo Sinos
- Polícia Civil – 197
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Em caso de gatilho, procure ajuda
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.
O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
Telefone do CVV: 188
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