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Caso Luciani

"Tem nos impedido de seguir em frente": Família busca respostas sobre chegada do corpo de corretora gaúcha morta em SC

Irmã da vítima manifesta desejo de se despedir de Luciani Aparecida Estivalet Freitas e cita "luto interrompido"

Publicado em: 26/03/2026 às 15h:32
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Duas semanas após o crime, o corpo da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) em Santa Catarina, permanece no Instituto Médico-Legal (IML) de Florianópolis.

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A angústia vivida pela família foi revelada pela irmã de Luciani, Mônica Estivalet, que, por meio das redes sociais, atualiza amigos e parentes com informações pertinentes relacionadas ao caso de desaparecimento que se transformou em crime hediondo.

Luciani Aparecida Estivalet Freitas acabou brutalmente assassinada em Santa Catarina  | abc+



Luciani Aparecida Estivalet Freitas acabou brutalmente assassinada em Santa Catarina

Foto: REPRODUÇÃO

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“Até o presente momento, seguimos sem qualquer informação concreta sobre a liberação do corpo”, escreveu Mônica. “Cada dia que passa, é um sofrimento para nós. Já são duas semanas convivendo com essa dor.”

Segundo a empresária, Luciani será velada em Canoas, onde morou durante anos. Porém, ainda não houve a organização da despedida para a corretora de imóveis devido à demora, o que ela chama de “luto interrompido”.

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“É uma espera angustiante, sem poder dar um enterro digno para a nossa irmã, sem poder se despedir como ela merece. A demora tem nos impedido de seguir em frente. Estamos vivendo um luto interrompido”, desabafou na postagem.

Em tempo, a reportagem de ABCmais buscou contato com as autoridades em Santa Catarina para saber sobre a situação envolvendo o corpo de Luciani. Não houve, entretanto, retorno até o fechamento deste conteúdo.

Entenda o crime

O caso envolvendo a morte de Luciani chocou o Sul do Brasil pela brutalidade. Desaparecida há dias, a vítima acabou morta e esquartejada por dinheiro. A investigação conduzida pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas catarinense revelou que o latrocínio aconteceu no dia 7 de março.

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Segundo a Polícia Civil, um casal, “vizinho de porta” da vítima, teria sido responsável pelo roubo seguido de morte. Ambos acabaram presos no Rio Grande do Sul.

Um adolescente de 14 anos também estava envolvido e acabou apreendido. A polícia chegou até ele por meio de compras efetuadas com o CPF e o cartão da vítima.

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A mulher apontada como “responsável” pela pousada onde Luciani estava hospedada, na Ilha dos Ingleses, também foi presa como cúmplice da morte.

Luciani teve parte do corpo desovada em um saco de plástico, achado dez dias após o crime, no município de Major Gercino, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Tempo antes, no dia 9, em um apartamento ainda na cidade de Major Gercino, os policiais já haviam encontrado um tronco feminino, que ainda não sabiam, mas suspeitavam, ser de Luciani.

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